A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, protocolou um pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a transferência do cliente da Penitenciária da Papuda. Os advogados argumentam que a medida é essencial para viabilizar as tratativas de um acordo de delação premiada, uma vez que Costa manifestou interesse em colaborar com as investigações em andamento.
Mudança na equipe jurídica
Na semana passada, Costa promoveu uma alteração significativa em sua defesa, que passou a ser liderada pelos criminalistas Eugênio Aragão e Davi Tangerino. A substituição ocorreu em um momento crucial, logo após a Segunda Turma do STF confirmar a prisão preventiva do ex-presidente, decretada anteriormente por Mendonça.
Contexto da prisão
A prisão de Paulo Henrique Costa foi determinada no âmbito de investigações que apuram supostas irregularidades na gestão do BRB. Com a sinalização de colaboração, a defesa busca criar condições mais favoráveis para que Costa possa detalhar seu envolvimento nos fatos investigados, o que inclui a necessidade de reuniões reservadas e frequentes com os advogados.
Os advogados destacam que a permanência na Papuda dificulta a logística de encontros presenciais e o sigilo das conversas, elementos fundamentais para o avanço das negociações de um acordo de delação. O pedido agora aguarda decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.



