Ex-diretor de presídio é denunciado por feminicídio após matar namorada em hotel de Aracaju
Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 35 anos, ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, foi formalmente denunciado à Justiça pelo Ministério Público, acusado de cometer feminicídio contra sua namorada, Flávia Barros dos Santos, de 38 anos. O crime ocorreu em um hotel localizado na Zona Sul de Aracaju, e a informação sobre a denúncia foi divulgada nesta quinta-feira (9) pelo advogado da família da vítima, Lincoln Prudente Rocha, durante entrevista ao SE1.
Investigação detalhada e elementos conclusivos
O inquérito da Polícia Civil já havia indiciado o policial penal por feminicídio, após uma minuciosa coleta de depoimentos, análise de imagens de segurança e a realização de perícias técnicas conduzidas pelo Instituto de Criminalística, vinculado à Coordenadoria-Geral de Perícias. Segundo a polícia, os elementos reunidos foram fundamentais para esclarecer a dinâmica do crime e estabelecer a responsabilidade do acusado, que atuava na administração penitenciária.
O crime aconteceu no dia 22 de março, quando Tiago Sóstenes matou Flávia a tiros dentro do hotel e, em seguida, tentou tirar a própria vida. Ele foi rapidamente hospitalizado para tratamento de seus ferimentos e, após receber alta médica, foi encaminhado ao Presídio Militar (Presmil), onde permanece preso aguardando o desenrolar do processo judicial.
Silêncio da defesa e contexto do relacionamento
A defesa do policial penal não se manifestou sobre a denúncia, mantendo um silêncio estratégico diante das acusações graves. Relatos indicam que o relacionamento entre Tiago e Flávia havia começado há apenas uma semana antes do trágico episódio, o que acrescenta um elemento de surpresa e violência repentina ao caso.
Flávia Barros dos Santos é lembrada como vítima de um ato brutal, enquanto Tiago Sóstenes, que ocupava uma posição de autoridade no sistema prisional, agora enfrenta as consequências legais por um crime que chocou a comunidade de Aracaju e levantou questões sobre violência de gênero e abuso de poder.
O caso segue sob os holofotes da mídia e da justiça, com expectativa de que o processo avance rapidamente para garantir a aplicação da lei e justiça para a família de Flávia.



