Estudante da UFF desaparecida há 100 dias mobiliza comunidade acadêmica em protesto
Nesta quarta-feira (18), estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), com apoio de professores, realizaram uma manifestação na rodovia Amaral Peixoto, em frente ao campus de Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O protesto ocorreu exatamente 100 dias após o desaparecimento da estudante de Enfermagem Paloma Fragoso Gomes, de 28 anos, que foi vista pela última vez na manhã do dia 6 de dezembro.
Detalhes do desaparecimento e comoção na universidade
Paloma estava no 9º período de Enfermagem e se preparava para apresentar seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Ela deixou a moradia estudantil da UFF em direção ao bairro Âncora e nunca mais foi localizada. Natural de Piúma, a estudante vivia há cerca de quatro anos e meio em Rio das Ostras, onde conciliava os estudos com o trabalho e é mãe de uma menina de 7 anos.
Professores descrevem Paloma como dedicada e participativa, e seu desaparecimento repentino gerou grande comoção na comunidade acadêmica. Durante o protesto, os manifestantes carregaram cartazes e gritaram palavras de ordem, pedindo mais celeridade nas investigações e maior transparência sobre o caso, que segue sem solução.
Ministério Público aponta indícios de crime grave
Um parecer do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, obtido pela reportagem, indica que o caso pode estar relacionado a um possível crime grave, com indícios de morte violenta. O documento reforça a necessidade de aprofundamento das investigações e se manifesta favorável a uma série de medidas solicitadas pela Polícia Civil.
Entre as medidas estão:
- Quebra de sigilo telefônico, telemático e bancário
- Análise de dispositivos eletrônicos ligados à vítima e a pessoas próximas
Segundo o parecer, essas ações são consideradas fundamentais para reconstruir os últimos passos de Paloma e identificar possíveis envolvidos. O pedido foi encaminhado à Justiça, que deve decidir sobre a autorização das medidas para o avanço das investigações.
Contexto do protesto e demandas da comunidade
O protesto na rodovia Amaral Peixoto simboliza a frustração e preocupação crescente da comunidade universitária com a lentidão nas investigações. Estudantes e professores destacaram a importância de pressionar as autoridades para que o caso não caia no esquecimento, especialmente diante das graves suspeitas levantadas pelo Ministério Público.
A manifestação ocorreu em um local estratégico, visando chamar a atenção do público e das autoridades para a urgência do caso. Os participantes enfatizaram que Paloma era uma estudante comprometida e mãe, cujo desaparecimento afeta profundamente sua família e colegas.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil, com expectativa de que as medidas judiciais solicitadas possam trazer novas luzes sobre o desaparecimento da estudante da UFF.



