Enfermeiro confessa injeções letais para 'diminuir sofrimento' de pacientes em UTI do DF
Enfermeiro confessa injeções letais para 'diminuir sofrimento'

Enfermeiro confessa aplicação de injeções letais para 'diminuir sofrimento' de pacientes em UTI

Um caso grave de violência hospitalar está sob investigação no Distrito Federal, envolvendo a morte de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. O técnico de enfermagem Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo, um dos suspeitos, afirmou em depoimento policial que aplicou doses medicamentosas letais com o objetivo de diminuir o sofrimento das vítimas.

Investigação da Polícia Civil do DF analisa detalhes dos crimes

A Polícia Civil do Distrito Federal está conduzindo uma investigação aprofundada para determinar se as injeções administradas por Marcos Vinicius foram cruciais para as mortes de João Clemente Pereira, Marcos Moreira e Miranilde Pereira da Silva. O delegado Wisllei Salomão explicou que a operação, denominada Anúbis, foi deflagrada após a comunicação pela unidade de saúde de circunstâncias atípicas envolvendo os três óbitos.

Segundo as autoridades, a investigação identificou três técnicos de enfermagem suspeitos de causar a morte de pacientes por meio da aplicação indevida de substâncias químicas diretamente na corrente sanguínea. Além de Marcos Vinicius, as outras duas técnicas investigadas são Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa.

Defesa dos investigados aguarda decisões judiciais

Em contato com a defesa de Amanda Rodrigues de Sousa, o advogado Vandinei Monteiro informou ter impetrado um habeas corpus em favor da cliente e aguarda a decisão judicial. A defesa alega que Amanda não participou do crime e não atuava na mesma equipe que Marcos Vinicius, além de não ser citada na investigação interna realizada pelo hospital.

Já a advogada que representava Marcela Camilly Alves da Silva renunciou ao caso, enquanto uma quarta técnica de enfermagem é citada em despacho judicial desta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. A defesa dessa investigada trabalha com a inocência por falta de provas que a liguem aos crimes, conforme trecho assinado pelo juiz substituto do Tribunal do Júri de Taguatinga, Roberto da Silva Freitas.

Próximos passos incluem análise de celulares e esclarecimento da dinâmica

O próximo passo da polícia é checar os celulares dos investigados na tentativa de esclarecer completamente a dinâmica dos crimes, o grau de participação de cada um e a eventual existência de outras pessoas envolvidas. A operação Anúbis continua ativa, com foco em desvendar todos os aspectos desse caso chocante que abalou a comunidade médica e a população do Distrito Federal.

As investigações buscam garantir justiça para as famílias das vítimas e reforçar a segurança nos serviços de saúde, destacando a importância de protocolos rigorosos em unidades de terapia intensiva.