Empresário é assassinado em Ceres após briga por dívida de R$ 300 mil
O empresário Júlio Cesar Araujo, de 55 anos, foi morto a tiros na manhã da última sexta-feira (10) em Ceres, região central de Goiás. O crime ocorreu do lado de fora de uma loja após uma acalorada discussão com José Alves Carneiro, de 57 anos, que foi preso temporariamente como suspeito do homicídio.
Dívida de R$ 300 mil teria motivado o crime
Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime foi uma dívida de aproximadamente R$ 300 mil. Em depoimento após sua prisão, José Alves Carneiro relatou ao delegado Nelinho Almeida que mantinha uma amizade de longa data com a vítima e que havia emprestado entre R$ 307 mil e R$ 317 mil durante a pandemia.
"Inicialmente a vítima pedia prazos para quitar o débito, mas recentemente passou a negar a existência da dívida, afirmando que não efetuaria o pagamento", explicou a polícia em nota. Essa negação teria sido o estopim para o conflito que culminou no homicídio.
Vídeo mostra discussão e agressões antes dos tiros
Câmeras de segurança registraram o início da discussão dentro da loja, onde os dois homens aparecem discutindo antes de a briga evoluir para agressões físicas. As imagens mostram a briga se estendendo para a rua, com os dois trocando chutes e socos.
Um vídeo feito por uma testemunha capturou o momento exato do crime. Nas imagens, é possível ver uma caminhonete branca estacionada no meio-fio antes de cinco tiros serem disparados. Após os disparos, um homem entra no veículo e foge em alta velocidade, enquanto pessoas se aproximam do corpo da vítima, que morreu no local.
A polícia informou que Júlio Cesar já estava caído no chão quando foi baleado pelo suspeito.
Suspeito se apresenta à delegacia e é preso
José Alves Carneiro foi procurado pelas autoridades no dia do crime, mas não foi encontrado inicialmente. Nesta segunda-feira (13), ele se apresentou à delegacia acompanhado de um advogado e foi preso em flagrante.
A prisão havia sido decretada pela 2ª Vara Criminal de Ceres. O suspeito foi encaminhado para a Unidade Prisional de Ceres, onde permanece à disposição da Justiça.
A defesa de José Alves Carneiro foi contatada pela TV Anhanguera, mas informou que não vai se manifestar sobre o caso neste momento.



