A Polícia Civil de Alagoas investiga o duplo homicídio dos policiais Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, mortos a tiros dentro de uma viatura na cidade de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano. O principal suspeito é o colega de trabalho Gildate Goes, de 61 anos, que foi preso em flagrante na madrugada da última quarta-feira (20).
Relação de amizade entre as vítimas e o suspeito
De acordo com o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Eduardo Mero, não havia histórico de conflitos ou agressividade entre os três policiais. Pelo contrário, eles mantinham uma relação de amizade próxima. Denivaldo e Gildate trabalhavam juntos há mais de dez anos na delegacia regional de Delmiro Gouveia, enquanto Yago, que ingressou na corporação em 2023, também era próximo dos colegas. “Eram todos considerados amigos, irmãos. Existia uma amizade muito grande entre eles”, afirmou Mero durante coletiva de imprensa.
Detalhes do crime
O crime ocorreu na Rua Floriano Peixoto, no centro da cidade. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM-AL), as vítimas foram mortas com tiros na cabeça. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estiveram no local, mas os policiais já estavam sem vida. Gildate Goes foi preso em sua residência e, de acordo com a polícia, apresentava falas desconexas.
Versão do suspeito: suposto apagão
Horas antes do crime, os três policiais jantaram juntos e ingeriram bebida alcoólica na cidade de Piranhas. O suspeito relatou à polícia que não se lembra do que aconteceu após deixarem o local. Ele afirmou apenas que recorda ter passado a direção da viatura para Yago e ido para o banco traseiro descansar. Depois disso, disse que só voltou a ter consciência quando já estava fora do veículo, caminhando por Delmiro Gouveia.
Investigação em andamento
O suspeito foi encontrado na casa da companheira e preso em flagrante poucas horas após o crime. Ele foi transferido para Maceió, onde deve passar por exames psicológicos. Uma comissão de delegados foi designada para investigar o caso. “Todas as providências estão sendo realizadas para que se descubra a motivação desse crime, que até agora não está esclarecida”, disse o delegado Antonio Carlos Lessa. Familiares das vítimas sofrem com a perda e pedem justiça. O g1 tenta contato com a defesa do suspeito.



