Defesa de suspeito de estupro coletivo em Copacabana afirma confiança na Justiça
Defesa de suspeito de estupro coletivo confia na Justiça

Defesa de suspeito de estupro coletivo em Copacabana manifesta confiança na Justiça

A defesa de João Gabriel Xavier Berthô, de 19 anos, preso preventivamente nesta terça-feira, 3 de março de 2026, após ser indiciado pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, afirmou que confia que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. Em nota enviada à imprensa, a assessoria do advogado Rafael De Piro reiterou que João Gabriel nega categoricamente a prática de estupro e destacou que o jovem não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia antes da prisão.

Entrega na delegacia e situação dos outros acusados

João Gabriel se entregou voluntariamente na 10ª DP de Botafogo após passar vários dias foragido, seguindo o mesmo caminho de Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, que também se apresentou às autoridades na segunda-feira. Além desses dois jovens, outros dois réus permanecem foragidos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos. Um adolescente de 17 anos, supostamente ex-namorado da vítima e que teria atraído a jovem ao apartamento, foi alvo de mandado de busca e apreensão, com a investigação sobre sua participação sendo conduzida pela Vara da Infância e da Adolescência devido à menoridade.

Detalhes do caso e relato da vítima

O caso ocorreu em um apartamento em Copacabana, onde a adolescente de 17 anos foi atraída pelo menor de idade. Imagens de câmeras de segurança mostram que os quatro adultos chegaram ao local antes da vítima, que foi avisada no elevador sobre a presença dos amigos do rapaz e sobre a possibilidade de algo diferente acontecer, recusando a proposta inicialmente. Segundo o depoimento da jovem, após manter relação sexual com o adolescente, os quatro homens entraram no quarto e, após insistência, ela aceitou que permanecessem no cômodo desde que não a tocassem.

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No entanto, conforme a vítima relatou às autoridades, os acusados não respeitaram o combinado: tiraram a roupa, começaram a apalpá-la, forçaram-na a praticar sexo oral e a penetraram, além de chutá-la, socá-la e estapeá-la. A adolescente tentou sair do local, mas foi impedida pelos agressores. Após o episódio, o relatório policial indica que o adolescente foi visto fazendo gestos de comemoração aos amigos.

Provas médicas e ações judiciais

A vítima procurou a 12ª DP de Copacabana para registrar a queixa e realizou exame de corpo de delito, que identificou lesões compatíveis com violência física, incluindo:

  • Infiltrado hemorrágico
  • Escoriação na região genital
  • Sangramento vaginal
  • Manchas nas regiões dorsal e glútea

Materiais biológicos foram coletados para exames genéticos e análise de DNA, visando comprovar a autoria dos crimes. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro entrou com denúncia por estupro com concurso de pessoas, e o Tribunal de Justiça do Rio expediu mandados de prisão preventiva pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes. A operação policial Não é Não, deflagrada no sábado para cumprir as ordens de prisão, não conseguiu localizar os acusados inicialmente.

Repercussões institucionais e medidas disciplinares

Em meio à grande repercussão do caso, instituições de ensino e um clube esportivo tomaram medidas contra os envolvidos:

  1. A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do Campus Humaitá II afastou dois dos jovens acusados: o menor de idade e Vitor Hugo.
  2. A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) suspendeu por 120 dias o aluno Bruno Felipe.
  3. O Serrano Football Club afastou João Gabriel e rompeu o contrato com o atleta.

A defesa de João Gabriel continua a afirmar a inocência do cliente, enquanto as investigações prosseguem para esclarecer todos os aspectos deste caso chocante que mobilizou a opinião pública no Rio de Janeiro.

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