Justiça condena homem a 48 anos por matar e queimar mãe adolescente e filha de 1 ano em SP
Condenação de 48 anos por duplo homicídio de mãe e filha em SP

Justiça aplica pena de 48 anos por duplo homicídio que chocou interior paulista

A Justiça de São Paulo condenou Marcos Moura Elias a 48 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato de Amanda Lima Madeira, de 15 anos, e de sua filha Maria Alice, de apenas um ano de idade. O júri ocorreu nesta quinta-feira (26) no Fórum de Laranjal Paulista, após três anos de espera dos familiares das vítimas.

Longa espera por justiça

O julgamento, originalmente previsto para novembro do ano passado, foi adiado duas vezes antes de finalmente acontecer. Parentes das vítimas permaneceram por mais de dez horas no fórum aguardando a divulgação da sentença que tanto esperavam.

Adriano Alves Lima Madeira, pai de Amanda e avô de Maria Alice, desabafou sobre o processo emocional da família: "Os dias vão passando. Tem dias que a gente está bem, tem dias que bate aquela saudade e a gente acaba desabando. Mas vamos fortalecendo um ao outro", relatou emocionado.

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Crime brutal que comoveu a região

Em janeiro de 2023, Amanda e sua filha desapareceram em Laranjal Paulista. Uma semana depois, seus corpos foram encontrados queimados em uma área rural, aproximadamente quatro quilômetros do distrito de Maristela.

As investigações revelaram que o ex-companheiro de Amanda, que na época também era menor de idade, confessou o crime e afirmou ter contado com a ajuda do irmão, Marcos Moura Elias, de 30 anos. Segundo as apurações, os dois levaram mãe e filha para uma área afastada, onde Amanda teria sido dopada antes de ambas serem queimadas com combustível.

Processos judiciais separados

Durante o júri desta quinta-feira, seis testemunhas previamente arroladas foram ouvidas e o réu também foi interrogado. Marcos Moura Elias permaneceu preso por ser maior de idade, enquanto o adolescente envolvido foi julgado separadamente pela Vara da Infância e da Juventude.

O caso gerou grande comoção na região e acendeu alertas sobre a violência contra mulheres. Adriano fez um apelo emocionado: "Tomar cuidado. E a polícia está aí. Relatar agressão, essas coisas, tem que relatar. Não pode deixar a pessoa se safar".

Impacto duradouro

A dor da família permanece constante mesmo após a condenação. O crime brutal de uma mãe adolescente e sua filha bebê deixou marcas profundas na comunidade de Laranjal Paulista e serve como triste lembrete da importância da denúncia em casos de violência doméstica.

A sentença de 48 anos representa um passo significativo no processo de justiça para os familiares, que agora tentam reconstruir suas vidas após a tragédia que os atingiu há três anos.

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