A Polícia Civil do Tocantins realizou uma operação de sucesso na manhã de quarta-feira, 4 de setembro, resultando na prisão de um homem de 36 anos condenado pelo crime de estupro de vulnerável. A ação ocorreu em uma região de difícil acesso na zona rural do município de Itaguatins, localizado na região conhecida como Bico do Papagaio.
Detalhes da condenação e prisão
O indivíduo, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, estava cumprindo um mandado de prisão definitivo, com uma condenação já transitada em julgado. A pena estabelecida pela Justiça é de nove anos e quatro meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado.
Gravidade do crime
Segundo informações reconhecidas judicialmente, o condenado cometeu estupro contra uma criança de apenas 12 anos de idade. O caso ganhou contornos ainda mais graves pelo fato de a vítima ter engravidado em decorrência da violência sexual sofrida.
Comportamento do acusado
Além do crime hediondo, a polícia relata que o homem fez comentários e publicações em redes sociais afirmando que não seria preso, demonstrando uma tentativa de desqualificar o trabalho policial. Ele se escondia em um local remoto na zona rural, acreditando estar fora do alcance das autoridades.
Operação policial e achados
Durante a prisão, os agentes encontraram com o homem armas de fogo em sua posse. Por esse motivo, além do cumprimento do mandado pela condenação de estupro, ele também foi autuado por posse irregular de arma de fogo, agravando sua situação legal.
Declaração das autoridades
O delegado Antônio Bandeira, que atuou diretamente no caso, enfatizou a determinação da corporação. "A Polícia Civil não se intimida com dificuldades geográficas nem com tentativas de desqualificação do trabalho policial. Mesmo em locais de difícil acesso, onde o autor acreditava estar fora do alcance do Estado, a lei foi cumprida", afirmou.
Bandeira complementou: "A atuação demonstra que não existe refúgio para quem pratica crimes graves, especialmente contra crianças e adolescentes", reforçando o compromisso institucional com a proteção dos mais vulneráveis.
Destino do preso
Após a captura, o homem foi encaminhado à Cadeia Pública de Augustinópolis, onde permanece à disposição da Justiça para dar início ao cumprimento efetivo da pena. A defesa do acusado não foi localizada para comentários, já que sua identidade não foi revelada oficialmente.
Este caso ressalta a importância das operações policiais em áreas rurais e de difícil acesso, garantindo que a justiça seja aplicada independentemente das barreiras geográficas. A prisão serve como um alerta de que crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes serão rigorosamente perseguidos e punidos conforme a legislação brasileira.