Mulher condenada por homofobia em SP é presa ao retornar da Espanha após atropelamento
Condenada por homofobia é presa em SP após retorno da Espanha

Mulher condenada por homofobia é presa ao retornar da Espanha para o Brasil

A Polícia Federal confirmou nesta sexta-feira (6) a prisão de Jaqueline Santos Ludovico, detida ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na quarta-feira (4). A mulher, que era considerada foragida da Justiça desde outubro do ano passado, retornava da Espanha, onde esteve após fugir do país.

Condenação por ataque homofóbico em padaria do Centro de SP

O caso que levou à condenação de Jaqueline por homofobia ocorreu em 3 de fevereiro de 2024. Na ocasião, ela agrediu verbalmente o jornalista Rafael Gonzaga e seu companheiro em uma padaria no Centro de São Paulo. O casal gay havia estacionado o carro ao lado do veículo de Jaqueline, o que desencadeou as ofensas homofóbicas.

Em um relato publicado nas redes sociais, Rafael Gonzaga afirmou que a prisão representa uma resposta contra a impunidade. “Naquele dia, eu prometi que ela ia se arrepender disso para o resto da vida dela, e eu cumpri minha promessa”, declarou o jornalista, vítima do ataque.

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Atropelamento e fuga para o exterior

Poucos meses após o incidente homofóbico, Jaqueline foi presa em flagrante por atropelar um homem enquanto dirigia embriagada e tentar fugir sem prestar socorro. Apesar da gravidade do fato, ela foi colocada em liberdade para aguardar o andamento do processo.

No entanto, a mulher descumpriu as medidas judiciais impostas e fugiu para a Espanha. Durante o período em que esteve no exterior, Rafael Gonzaga afirma ter recebido informações sobre o paradeiro de Jaqueline, incluindo endereço e contatos. De acordo com ele, problemas enfrentados pela mulher na Espanha teriam motivado o retorno ao Brasil.

Prisão preventiva e detenção em Viracopos

Jaqueline Santos Ludovico teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo em janeiro deste ano, após descumprir as obrigações legais. A detenção foi realizada pela equipe de plantão da Polícia Federal que atua no Terminal de Passageiros de Viracopos, no momento em que ela desembarcou de um voo vindo de Madri.

A prisão ocorreu um dia após o ataque homofóbico na padaria completar dois anos. Atualmente, Jaqueline está presa na Cadeia Feminina de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo.

Outros processos e recado contra a impunidade

Além da condenação por homofobia e do processo por atropelamento, Jaqueline também é ré por estelionato em Santa Catarina, em um caso que tramita desde 2025. Ao comentar a prisão, Rafael Gonzaga enfatizou o caráter coletivo de sua luta por justiça.

“Essa luta é uma forma de dizer para todo homofóbico que homofobia não vai ficar impune”, afirmou. Ele acrescentou: “Agora que a Jaqueline foi presa, eu posso dizer: homofóbicos não passarão.”

O g1 tentou localizar a defesa de Jaqueline Santos Ludovico para pedir um posicionamento, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.

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