Cinco acusados de assassinato de empresário no Espírito Santo enfrentarão júri popular
A Justiça determinou que os cinco acusados de envolvimento no assassinato do empresário Wallace Lovato, de 42 anos, sejam submetidos a júri popular no Espírito Santo. O crime, ocorrido em 9 de junho de 2025, foi meticulosamente planejado, com investigações apontando o diretor financeiro Bruno Valadares de Almeida como o mandante, que supostamente desviava recursos da empresa da vítima para sustentar um estilo de vida luxuoso.
Detalhes do crime e dos acusados
Wallace Lovato foi executado com um único tiro na cabeça enquanto entrava em seu carro, estacionado na rua em frente à sua empresa, a Globalsys, no bairro Praia da Costa, em Vila Velha. Câmeras de segurança capturaram o momento do ataque, que chocou a comunidade local. Os criminosos fugiram sem levar pertences da vítima, que foi socorrida por populares e transportada ao hospital em seu próprio veículo.
Entre os cinco acusados, apenas um permanece foragido. A lista inclui:
- Bruno Valadares de Almeida: identificado como mandante; preso desde 12 de julho de 2025.
- Arthur Neves de Barros: apontado como atirador; preso desde 19 de junho de 2025.
- Bruno Nunes da Silva: atuou como intermediário; atualmente foragido.
- Arthur Laudevino Candeas Luppi: motorista do carro utilizado pelo atirador; preso desde 17 de junho de 2025.
- Eferson Ferreira Alves: também intermediário; preso desde 23 de junho de 2025.
A prisão preventiva de todos os acusados foi mantida pela Justiça, embora as defesas não tenham sido localizadas para comentar o caso.
Motivação e investigações
Segundo as investigações da polícia, Bruno Valadares de Almeida, então diretor financeiro da empresa de Wallace, utilizou seu acesso exclusivo a contas da companhia para desviar fundos, emitindo notas fiscais sem respaldo em serviços reais. Os desvios teriam começado no final de 2023, e em meados de 2024, a vítima começou a suspeitar das ações do diretor. Em resposta, Almeida teria iniciado o planejamento do assassinato.
O dinheiro desviado foi usado para custear uma série de luxos, incluindo cirurgia de papada, transplante capilar, compras de terrenos, joias e viagens internacionais. O inquérito sobre a morte do empresário foi concluído em agosto de 2025, resultando no indiciamento dos cinco suspeitos.
Processo legal e próximos passos
A decisão sobre o júri popular foi tomada pela 4ª Vara Criminal de Vila Velha, com base em indícios suficientes da atuação do mandante, intermediários e executor. Rodrigo Horta, assistente de acusação que representa a família da vítima, destacou que a decisão limitou-se a apontar a materialidade e indícios de autoria, sem emitir juízo de certeza sobre o mérito, conforme exige a legislação.
Ainda não há informações sobre a data específica do julgamento, que aguarda agendamento pelo tribunal. O caso continua sob acompanhamento das autoridades, com expectativa de que o júri popular traga esclarecimentos e justiça para a família de Wallace Lovato.



