Polícia confirma celular de mulher desaparecida no RS e investiga PM suspeito de homicídio
Celular de desaparecida no RS é confirmado; PM é suspeito

Polícia confirma celular de mulher desaparecida no RS e investiga PM suspeito de homicídio

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, que o celular encontrado no dia 7 de fevereiro nas imediações da casa dos pais e do mercado da família Aguiar é de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos. O aparelho foi localizado após uma denúncia anônima e encaminhado para perícia, em um caso que envolve o desaparecimento de Silvana e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, há 20 dias.

Investigação avança com prisão de policial militar

O delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação, destacou a importância dos dados extraídos dos telefones para contextualizar os eventos. A polícia apreendeu os celulares do policial militar Cristiano Domingues Francisco, preso temporariamente por suspeita de envolvimento no desaparecimento, e de sua atual companheira. No entanto, eles não forneceram as senhas para acesso, o que dificulta a análise de mensagens e arquivos.

Cristiano, ex-companheiro de Silvana, teve sua prisão temporária decretada após a quebra de sigilo telefônico revelar movimentações suspeitas. A principal hipótese investigada é de homicídio, com indícios de que o suspeito esteve próximo da família Aguiar no dia do desaparecimento dos idosos, que sumiram um dia depois da filha.

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Detalhes do caso e perícias realizadas

Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro, e uma publicação falsa em suas redes sociais sobre um acidente em Gramado foi usada para despistar o desaparecimento. Seus pais saíram para procurá-la no dia 25 e também não foram mais vistos. A perícia encontrou vestígios de sangue na casa de Silvana, coletados na quinta-feira, 5 de fevereiro, além de material genético e impressões digitais em dois veículos e na casa dos idosos.

O delegado Spier explicou que sangue foi encontrado dentro do banheiro e em uma área nos fundos da residência, sem sinais de luta corporal. A polícia aguarda os resultados finais das perícias, incluindo imagens de câmeras de segurança que mostram movimentação atípica na noite de 24 de janeiro, com veículos entrando e saindo da propriedade.

Relação conflituosa e envolvimento do Conselho Tutelar

Silvana e Cristiano tinham um relacionamento conturbado, o que pode ter motivado o crime. Eles têm um filho de 9 anos, que morava com a mãe e passava fins de semana com o pai. Com o desaparecimento, Cristiano procurou o Conselho Tutelar, que recomendou que a criança ficasse com ele durante as investigações. Após a prisão, o menino está sob os cuidados da avó paterna.

Recentemente, Silvana havia acionado o Conselho Tutelar para relatar que o pai desrespeitava orientações sobre restrições alimentares do filho. A defesa do suspeito foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até a última atualização, alegando não ter acesso aos autos da decisão judicial.

Áudios e evidências contra o suspeito

Em áudios atribuídos a Cristiano, ele pergunta sobre a investigação e reclama da demora da polícia, além de enviar fotos de dentro da casa dos idosos e afirmar que entrou várias vezes nas propriedades da família Aguiar. A polícia também confirmou que um cartucho de festim encontrado na casa do casal é inofensivo, usado apenas para simular disparos.

A prisão temporária do suspeito tem prazo máximo de 30 dias, e a Brigada Militar informou que ele será afastado do serviço policial, com a investigação acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação. O caso continua em andamento, com a polícia buscando esclarecer os desaparecimentos e reunir provas para uma possível acusação formal.

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