Casal será julgado por matar jovem e transportar corpo em mala em Juiz de Fora
Casal julgado por matar jovem e colocar corpo em mala em Juiz de Fora

Casal será julgado por homicídio após transportar corpo de jovem em mala em Juiz de Fora

O Tribunal do Júri de Juiz de Fora, em Minas Gerais, realizará na quinta-feira (16) o julgamento do casal Herick Dornelas e Renata Alexandre Santana, acusados de matar a jovem Brunna Letycia Vicente Alves de Souza Leonel, de 24 anos, em janeiro de 2024. Os réus responderão pelos crimes de homicídio qualificado consumado por motivo torpe e ocultação de cadáver, em um caso que chocou a cidade pela brutalidade e pelo método utilizado para transportar o corpo da vítima.

Crime ocorreu durante crise de ciúmes entre os três

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o crime aconteceu na residência do casal, localizada na rua José Irineu de Paula, no bairro Previdenciários, na Zona Sul de Juiz de Fora. A vítima, Brunna Letycia, foi convidada para beber com os acusados no dia 2 de janeiro de 2024. Durante a noite, uma discussão iniciada por ciúmes entre os três escalou para violência fatal.

Renata Alexandre Santana revelou em depoimento que teve um relacionamento íntimo com Brunna em 2023, o que teria alimentado a tensão naquela noite. A jovem chegou a ligar para amigos pedindo socorro durante a confusão, mas Herick Dornelas tomou seu celular e a asfixiou até a morte, conforme laudo pericial posteriormente confirmou.

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Corpo foi transportado em mala e deixado em mata

Após o homicídio, o casal tomou medidas drásticas para ocultar o crime. Câmeras de monitoramento do prédio onde moravam flagraram Herick carregando uma mala com o corpo de Brunna dentro, enrolado em um cobertor, enquanto Renata chamava o elevador e solicitava um carro por aplicativo. Eles transportaram a mala até o bairro Milho Branco, na Zona Norte da cidade, onde abandonaram o corpo em uma área de mata.

O corpo da jovem foi encontrado dias depois, levando à prisão em flagrante do casal. As imagens de segurança foram cruciais para a elucidação do caso, mostrando a frieza com que os acusados agiram após o crime.

Processo enfrentou adiamentos e questões de saúde mental

O julgamento, originalmente marcado para novembro do ano passado, foi adiado após Renata Alexandre apresentar suspeita de tuberculose. Durante o processo, a defesa de Renata tentou obter o reconhecimento de insanidade mental, alegando que ela sofre de transtornos psiquiátricos. No entanto, a perícia técnica não comprovou essa condição, determinando que ela será julgada em plena capacidade.

Herick Dornelas responde como autor direto do homicídio, enquanto Renata é acusada como coautora. Ambos confessaram o crime durante as investigações, detalhando os eventos da noite fatal e as etapas da ocultação do cadáver.

Caso aguarda decisão do júri popular

O julgamento pelo Tribunal do Júri representa a etapa final de um processo que mobilizou a atenção pública em Juiz de Fora. A comunidade local acompanha com expectativa o desfecho judicial, que poderá resultar em penas severas para os acusados, considerando a gravidade dos crimes e as circunstâncias qualificadoras.

O caso de Brunna Letycia tornou-se um símbolo da violência doméstica e dos crimes passionais, levantando discussões sobre segurança e justiça na região. A sessão de julgamento promete ser tensa, com a apresentação de provas testemunhais, periciais e documentais que reconstituirão os trágicos eventos de janeiro de 2024.

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