Casa noturna de SC é interditada após cliente alegar dopagem e furto de R$ 70 mil
Casa noturna interditada em SC após cliente alegar dopagem e furto

Casa noturna de Florianópolis é interditada após denúncia de dopagem e furto milionário

A Polícia Civil de Santa Catarina interditou uma casa de entretenimento adulto em Florianópolis na quinta-feira (9), após um cliente relatar ter sido dopado e furtado em R$ 70 mil. O caso, que chocou a comunidade local, levou a uma operação conjunta com o Procon municipal, resultando no fechamento do estabelecimento conhecido como La Maison Drinks Club.

Denúncia detalhada e operação policial

Segundo as investigações, a vítima percebeu transações bancárias indevidas após retomar a consciência, o que motivou a denúncia à polícia. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes localizaram drogas e medicamentos de uso controlado no local, incluindo um frasco de rivotril líquido próximo às bebidas. O delegado Guilherme Mariath, responsável pelo caso, destacou que diversos itens foram apreendidos para perícia, como bebidas, um computador e outros materiais que podem ser cruciais para identificar o autor do crime.

Irregularidades administrativas e sanitárias

O Procon municipal participou da ação e identificou várias irregularidades no estabelecimento, que contribuíram para a decisão de interdição. Entre os problemas encontrados estão:

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  • Ausência de alvará de funcionamento regularizado.
  • Acondicionamento inadequado de bebidas, representando riscos à saúde pública.
  • Falhas documentais e operacionais que violam normas sanitárias.

Essas violações foram consideradas fundamentais para a medida de fechamento, conforme explicado pelas autoridades.

Posicionamento do estabelecimento e próximos passos

Em resposta às acusações, o La Maison Drinks Club emitiu um comunicado afirmando que as alegações do cliente "não correspondem à realidade". A empresa declarou que tentou entrar em contato com a delegacia por mensagens de texto para colaborar com a investigação, mas reconheceu que alguns alvarás não foram localizados durante a vistoria, atribuindo a interdição a essa "circunstância de natureza estritamente documental".

O delegado Guilherme Mariath informou que a investigação continuará com oitivas de testemunhas e envolvidos. Um dos proprietários do local e mulheres que estavam presentes no dia do incidente devem ser ouvidos a partir da próxima semana, enquanto alguns seguranças já prestaram depoimento. Os materiais apreendidos serão analisados para esclarecer os fatos e buscar justiça para a vítima.

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