Auditor fiscal de Roraima condenado por importunação sexual tem pena convertida
Auditor fiscal condenado por importunação sexual em Roraima

Auditor fiscal de Roraima condenado por importunação sexual tem pena convertida em serviços comunitários

O auditor fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) de Roraima, Jorge Henrique Teixeira Verde, de 46 anos, foi condenado nesta segunda-feira (9) a dois anos de prisão pelo crime de importunação sexual contra uma mulher em Boa Vista. A decisão foi proferida pelo juiz Marcelo Mazur, da 3ª Vara Criminal da capital roraimense, que substituiu a pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade e pagamento de indenização à vítima, permitindo que o réu recorra em liberdade.

Detalhes do crime e mudança na acusação

O caso ocorreu na madrugada de 22 de fevereiro de 2025, quando a vítima relatou que Jorge Henrique tocou seu corpo sem consentimento, tentou forçá-la a praticar atos sexuais, puxou seus cabelos e abaixou as calças, deixando-a em estado de choque. Inicialmente, o Ministério Público de Roraima havia denunciado o auditor por estupro, mas o juiz considerou que não houve comprovação de violência física extrema ou grave ameaça, alterando a acusação para importunação sexual.

Na sentença, o magistrado destacou que o depoimento da vítima foi coerente e concreto desde a denúncia à polícia, enquanto o réu não apresentou explicações satisfatórias para as acusações. O laudo do exame de corpo de delito não evidenciou agressão física extrema, fundamentando a reclassificação do crime.

Condenação e medidas aplicadas

Jorge Henrique foi considerado culpado pela prática de ato libidinoso sem anuência da vítima, ato considerado antijurídico e punível. Como penalidade, ele terá que prestar serviços a uma entidade pública e pagar 10 salários mínimos por danos morais à mulher agredida. A defesa do auditor emitiu nota afirmando confiança no cliente, nas provas e na Justiça, enquanto a Sefaz foi questionada sobre possível abertura de procedimento administrativo contra o servidor.

A vítima relatou necessidade de tratamento psicológico devido ao trauma do episódio, aspecto considerado na decisão judicial. O juiz enfatizou em sua sentença que o fato era típico por ocorrer sem consentimento e culpável por exigir procedimento diverso do autor.

Perfil do condenado: carreira pública e política

Servidor efetivo do estado, Jorge Henrique recebeu em fevereiro de 2026 um salário bruto de R$ 60.742,67, com líquido de R$ 32.856,20 após descontos. Além da função na Sefaz, ele tem histórico na política local como ex-candidato a deputado estadual pelo Republicanos em 2022, quando recebeu 1.825 votos e declarou patrimônio de R$ 1,9 milhão, e a vereador em Mucajaí pelo Podemos em 2024, com 275 votos e patrimônio declarado de R$ 3 milhões.

Em ambas as eleições, o auditor terminou como suplente, não conseguindo se eleger. O caso judicial ocorre enquanto ele mantém suas atividades profissionais, com a pena convertida permitindo sua liberdade durante o processo de recurso.