Justiça decreta internação provisória de adolescente suspeito de abusos sexuais em abrigo de Itatiba
A Justiça determinou a internação provisória de um adolescente de 16 anos, suspeito de cometer abusos sexuais contra outros dois internos em um abrigo localizado em Itatiba, no interior de São Paulo. Conforme documentos acessados pela TV TEM, o caso envolve alegações graves, incluindo a coerção das vítimas para reproduzir vídeos pornográficos, além de outras condutas perturbadoras no ambiente do abrigo.
Detalhes das acusações e conduta do suspeito
O adolescente, segundo as investigações, forçava os outros meninos a assistir e recriar cenas de conteúdo sexual explícito, violando sua dignidade e segurança. Além disso, ele oferecia maconha aos demais internos e foi flagrado fumando a substância no banheiro da unidade, demonstrando um comportamento de risco que compromete o ambiente protegido do abrigo.
As acusações não param por aí. O suspeito também impedia os outros adolescentes de dormir, contando histórias de terror durante a noite, e os forçava a descumprir regras estabelecidas pela instituição. Em um ato de invasão de privacidade, ele filmava os colegas sem seu consentimento, postando algumas dessas imagens e vídeos em redes sociais. Em uma das postagens, um dos menores aparecia usando drogas, evidenciando a gravidade da situação.
Descoberta de objetos perigosos e ameaças
Funcionários do abrigo encontraram uma faca em posse do adolescente, que, segundo relatos, demonstrava interesse por objetos cortantes. O documento judicial ainda relata que o suspeito ameaçava os outros internos com um isqueiro, afirmando que iria queimá-los, criando um clima de medo e intimidação dentro da unidade.
Todos esses incidentes, conforme o registro oficial, ocorreram entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, um período curto mas marcado por múltiplas violações. A representante do abrigo informou que notificou imediatamente a Vara da Infância e Juventude de Itatiba assim que tomou conhecimento dos casos, o que levou ao início de uma investigação policial aprofundada.
Andamento processual e próximos passos
A Justiça decretou a internação provisória do adolescente por um prazo de até 45 dias, medida cautelar destinada a garantir a segurança das vítimas e a continuidade das apurações. O processo corre em segredo de Justiça, protegendo a identidade dos envolvidos, conforme é comum em casos que envolvem menores de idade.
Uma nova audiência está marcada para os próximos dias, na qual o adolescente suspeito, testemunhas e responsáveis legais serão ouvidos para esclarecer os fatos. Essa etapa é crucial para definir os rumos do caso, incluindo possíveis medidas socioeducativas ou outras decisões judiciais.
O abrigo, que tem como missão oferecer proteção e cuidado a jovens em situação de vulnerabilidade, agora enfrenta o desafio de revisar seus protocolos de segurança e supervisão, visando prevenir futuros incidentes e assegurar um ambiente saudável para todos os internos.



