Discussão na Câmara de Cachoeiras de Macacu termina com mandioca no plenário e viraliza
Discussão na Câmara termina com mandioca no plenário e viraliza

Discussão entre vereadores em Cachoeiras de Macacu termina com mandioca no plenário

Uma cena inusitada marcou a 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Cachoeiras de Macacu, no interior do Rio de Janeiro, realizada na última terça-feira (7). Uma discussão acalorada entre dois vereadores terminou com a entrada de uma mandioca de grandes proporções no plenário, fato que rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando uma onda de críticas e memes por parte dos internautas.

Confusão começou com protesto e microfone desligado

O episódio teve início quando o vereador Nilton Mazoto Viana, conhecido como Dunga (DEM), tentou fazer um protesto durante a sessão, mesmo com seu microfone desligado. Ao falar em tom elevado, desencadeou uma discussão com o presidente da Casa, Lolo Eletricista (PP), que advertiu que iria cortar o microfone do parlamentar, que já se encontrava desativado. "Corta o microfone do vereador, por favor, porque ele não está com a palavra", declarou o presidente, conforme registrado no vídeo que circulou amplamente.

Mandioca causa surpresa e reações diversas

Após a discussão, Dunga deixou temporariamente o plenário e retornou portando um objeto comprido que chamou imediatamente a atenção de todos os presentes. Inicialmente confundido com um berrante, o item revelou-se ser uma mandioca de dimensões consideráveis, gerando reações variadas entre os espectadores e, posteriormente, nas plataformas digitais.

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As imagens do momento se espalharam rapidamente pela internet, dividindo opiniões. Enquanto parte do público tratou o episódio como uma brincadeira ou situação cômica, outros criticaram veementemente a atitude, apontando que o município enfrenta sérias dificuldades, especialmente na área da saúde, e que a Câmara deveria priorizar a votação de projetos considerados importantes para a população.

Posicionamentos oficiais e justificativas

Procurados pela reportagem, tanto o vereador Dunga quanto o presidente Lolo Eletricista não responderam aos contatos realizados. A Câmara Municipal, por sua vez, emitiu um comunicado na terça-feira (8) informando que houve uma "intercorrência no andamento dos trabalhos", caracterizada por alteração no tom de voz e manifestações que geraram desconforto.

Segundo a nota oficial, as medidas adotadas pela Presidência seguiram rigorosamente o Regimento Interno, que prevê o corte da palavra de parlamentares que ultrapassem o limite de atraso para o início da sessão. A Casa Legislativa ainda esclareceu que o aipim (mandioca) citado durante a sessão era um presente de um cidadão destinado a todos os vereadores e não tinha qualquer relação direta com o episódio registrado no plenário.

O vereador Dunga também se manifestou posteriormente, afirmando que sua atitude foi retirada de contexto e que não teve a intenção de deboche nem de ferir o decoro parlamentar. De acordo com ele, a situação foi uma mera coincidência de momento, sem vínculo algum com a discussão ocorrida durante a sessão.

Reafirmação de compromissos institucionais

No comunicado, a Câmara Municipal reforçou que divergências fazem parte natural do processo democrático, mas destacou a importância fundamental do respeito institucional entre os vereadores. A instituição reafirmou seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e o bom funcionamento dos trabalhos legislativos, colocando-se à disposição para novos esclarecimentos que se façam necessários.

Este episódio ilustra como situações do cotidiano político podem rapidamente ganhar proporções inesperadas na era digital, levantando questões sobre o equilíbrio entre expressão política e conduta parlamentar adequada.

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