Mulher é detida em Cubatão suspeita de aplicar golpe de R$ 30 mil se passando por funcionária da CDHU
Detida suspeita de golpe de R$ 30 mil em Cubatão se passando por CDHU

Mulher é detida em Cubatão suspeita de aplicar golpe de R$ 30 mil se passando por funcionária da CDHU

A polícia de Cubatão, no litoral de São Paulo, deteve uma mulher suspeita de se passar por funcionária da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para aplicar um golpe financeiro estimado em cerca de R$ 30 mil em moradores da cidade. A detenção ocorreu após denúncias de vítimas que foram enganadas com promessas de aquisição de imóveis em leilão.

Detalhes do golpe e modus operandi

Segundo o registro policial, a suspeita atuava oferecendo apartamentos nas regiões do Bolsão e Rubens Lara, alegando que as unidades seriam disponibilizadas por meio de leilões. Para aplicar o golpe, ela utilizava uma estratégia elaborada:

  • Pedia cópias de documentos pessoais das vítimas, sob a justificativa de realizar cadastro em um suposto programa habitacional.
  • Exigia pagamentos antecipados via Pix, apresentados como uma garantia necessária para a transação.
  • Após o recebimento dos valores, começava a adotar um comportamento evasivo, demorando para responder aos contatos e não fornecendo novas informações sobre o processo.

Letícia Belo, de 33 anos, moradora do bairro Vila Esperança e uma das vítimas, relatou ao g1 que a suspeita explorou o desejo comum pela casa própria. “Todo mundo quer a casa própria. Hoje em dia, as coisas estão muito difíceis, e a gente acaba caindo [no golpe]”, desabafou ela, destacando como a situação econômica desafiadora pode tornar as pessoas mais vulneráveis a esse tipo de crime.

Investigação policial e desdobramentos

A mulher foi levada à delegacia após a detenção, mas posteriormente liberada, enquanto o caso segue em investigação pela polícia. Durante o registro do boletim de ocorrência, Letícia descobriu que a suspeita já havia sido denunciada anteriormente pelo mesmo motivo, embora a equipe de reportagem não tenha tido acesso ao número exato de casos envolvidos.

A polícia foi acionada por Letícia e outros moradores de Cubatão, que notaram o padrão de comportamento suspeito e decidiram buscar ajuda das autoridades. A investigação agora busca apurar a extensão total do prejuízo causado e identificar possíveis outras vítimas na região.

Posicionamento oficial da CDHU

Em nota divulgada à imprensa, a CDHU reforçou que não solicita qualquer tipo de pagamento antecipado, taxa de reserva ou valor de entrada para o financiamento de imóveis. A companhia esclareceu que todo o processo de seleção é gratuito e ocorre por meio de:

  1. Sorteio público eletrônico.
  2. Indicação técnica das prefeituras em casos específicos, como áreas de risco.

As inscrições são realizadas apenas em períodos determinados, com editais divulgados no site oficial e na imprensa, sem a participação de intermediários ou agentes externos. A CDHU alerta que qualquer cobrança feita em seu nome é considerada crime e deve ser imediatamente denunciada às autoridades competentes.

Este caso serve como um alerta importante para a população sobre a necessidade de verificar a legitimidade de ofertas relacionadas a programas habitacionais, especialmente em um contexto onde a busca pela moradia própria pode levar a decisões precipitadas.