Traficante paraibano 'Bastos', um dos mais procurados do Brasil, é preso no Peru
Traficante paraibano 'Bastos' é preso no Peru

O traficante paraibano Sebastião de Azevedo Ferreira, conhecido pelo apelido de "Bastos", foi preso na cidade de Pucallpa, localizada no Peru, nesta quinta-feira, dia 26. A captura foi realizada através de uma operação conduzida pelo Núcleo de Cooperação Internacional da Paraíba, da Polícia Federal, com apoio crucial da Polícia Judiciária de Ucayali e da representação da Polícia Federal no território peruano.

Um dos principais alvos da justiça brasileira

Bastos figurava na lista dos criminosos mais procurados do Brasil desde o ano passado, sendo apontado pelas investigações como um dos principais fornecedores de drogas para a facção criminosa conhecida como Okaida. Contra ele, pesava um mandado de prisão em aberto, emitido pela 1ª Vara de Entorpecentes de João Pessoa, pelo crime de tráfico internacional de drogas.

A Polícia Federal informou que o preso agora está à disposição da Justiça peruana, aguardando os trâmites legais necessários para sua extradição ao Brasil. Não há um prazo definido para que esse processo seja concluído, dependendo da burocracia e dos acordos jurídicos entre os dois países.

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A lista nacional de procurados e o contexto paraibano

A lista do Ministério da Justiça, divulgada no ano passado, reúne os nomes dos criminosos mais perigosos de cada estado brasileiro, baseando-se em uma matriz de risco que avalia a gravidade dos crimes, vínculos com facções, múltiplos mandados e atuação interestadual. Este é o chamado Projeto "Captura", parte do Sistema Único de Segurança Pública.

No caso da Paraíba, o estado indicou oito alvos prioritários. Estes traficantes são considerados chefes ou coordenadores de núcleos de facções, com mandados em aberto por crimes como homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa e roubo qualificado. Além dos paraibanos indicados pelo próprio estado, um outro, Edgar Alves de Andrade, o "Doca", integra a lista a partir do Rio de Janeiro, devido a mandados emitidos pela Justiça fluminense.

Quem são os outros foragidos paraibanos na lista?

Os nomes que permanecem foragidos incluem figuras de alto escalão do crime organizado no estado:

  • Flávio de Lima Monteiro, o "Fatoka": Apontado como chefe do Comando Vermelho na Paraíba, com 13 mandados de prisão, incluindo homicídio. Já fugiu da Penitenciária de Segurança Máxima PB1 em 2018 e, após ser recapturado, rompeu uma tornozeleira eletrônica.
  • Jonathan Ricardo de Lima Medeiros, o "Dom": Suspeito de ser um dos chefes do Comando Vermelho, foragido no Rio de Janeiro, com mandados por associação criminosa e porte ilegal de arma.
  • Damião Barbosa, o "Damião de Araçagi": Integrante da alta cúpula do Comando Vermelho, erroneamente dado como preso durante uma megaoperação no Rio. Tem mandados por roubo majorado e tráfico.
  • David Ferreira da Costa, o "Mago": Considerado chefe do núcleo operacional do Comando Vermelho, foragido no Complexo do Alemão (RJ), com seis mandados por crimes como lavagem de dinheiro.
  • Edivan Melo de Jesus, o "Nego": Porta-voz da facção na Paraíba, com mandado por tráfico de drogas e associação criminosa.
  • Lucian da Silva Santos, o "Galo": Membro do conselho do Comando Vermelho, apontado como chefe do tráfico em comunidades de Bayeux.
  • Elvis Carneiro da Silva: Réu por tráfico, crimes com armas e organização criminosa, com quatro mandados de prisão em aberto.

Como a população pode ajudar nas buscas?

O Ministério da Justiça disponibiliza a lista completa de foragidos em seu site oficial, com nomes, fotos e CPFs. Denúncias sobre o paradeiro desses criminosos podem ser feitas de forma anônima através dos seguintes canais:

  1. Ligue 190 para contatar a Polícia Militar.
  2. Ligue 197 para falar diretamente com a Polícia Civil.
  3. Disque 181, o disque-denúncia estadual.

É fundamental que o denunciante mencione que o indivíduo consta na lista de procurados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A divulgação desses nomes visa ampliar a pressão sobre as organizações criminosas e facilitar a captura de seus integrantes mais perigosos, reforçando a segurança pública em nível nacional.

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