Segunda morte por agentes do ICE em Minneapolis em 2026 gera protestos e críticas
Segunda morte por ICE em Minneapolis em 2026 causa indignação

Segunda morte por agentes do ICE em Minneapolis em 2026 reacende protestos e críticas

Pouco mais de duas semanas após a morte de Renee Good, uma norte-americana de 37 anos baleada por agentes do ICE em 7 de janeiro, Minneapolis registra mais uma fatalidade envolvendo os agentes de imigração. Desta vez, a vítima é Alex Jeffrey Pretti, um homem de 37 anos, que se torna a segunda pessoa a morrer pelas mãos desses agentes na cidade do estado de Minnesota desde o início do ano.

Detalhes do incidente e reações imediatas

O tiroteio ocorreu durante a manhã em Minneapolis, horário local, quando agentes do ICE dispararam diversas vezes contra Alex Jeffrey Pretti. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram que o homem foi cercado por várias pessoas, que o agrediram antes dos disparos serem ouvidos. Momentos antes da confirmação da morte, o governador de Minnesota, Tim Walz, já havia denunciado "mais um tiroteio horrível cometido por agentes federais" e pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que encerrasse a operação anti-imigração e retirasse "milhares de agentes violentos" do estado.

Perfil da vítima: enfermeiro e ativista

Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, era enfermeiro de terapia intensiva da Administração de Veteranos, órgão governamental responsável por assuntos relacionados a veteranos de guerra. A Associated Press conversou com familiares do enfermeiro, que revelaram que ele era amante da natureza e havia participado dos protestos em Minneapolis após o assassinato de Renee Good. "Ele se importava profundamente com as pessoas e estava muito chateado com o que vinha acontecendo em Minneapolis e em todos os Estados Unidos com o ICE", disse Michael Pretti, pai da vítima, à AP.

Alex Pretti era cidadão norte-americano, nascido no estado de Illinois, e não tinha antecedentes criminais. A família relatou que ele nunca havia tido interações com a polícia, exceto por algumas multas de trânsito. Em uma conversa recente, os pais pediram que ele tivesse cuidado durante os protestos, ao que ele respondeu que sabia dos riscos.

Versões conflitantes sobre o tiroteio

O Departamento de Segurança Interna afirmou que o enfermeiro foi baleado após "se aproximar" de agentes do ICE portando uma arma semiautomática de 9 milímetros. As autoridades não esclareceram se Alex Pretti chegou a empunhar a arma, que não é visível em um vídeo do tiroteio analisado pela Associated Press. Segundo a família, o enfermeiro possuía uma arma, para a qual tinha licença de porte oculto em Minnesota, mas nunca o viram utilizá-la.

Em entrevista coletiva, Greg Bovino, alto funcionário da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, detalhou que o tiroteio ocorreu às 9h05 no horário local, durante uma operação contra um "imigrante indocumentado" chamado José Huerta Chuma. Bovino afirmou que "um homem se aproximou dos agentes com uma pistola semiautomática de nove milímetros" e que, após tentativas de desarme, um agente disparou em legítima defesa. Ele acrescentou que a vítima portava dois carregadores cheios e não tinha documentos de identificação visíveis.

Acusações e pedidos de intervenção

Greg Bovino acusou o chefe de polícia, Brian O’Hara, e o prefeito da cidade, Jacob Frey, de ocultarem o fato de que a vítima estava armada e denunciou os "ataques constantes" contra agentes de imigração durante operações em Minneapolis. Em resposta, Jacob Frey, Brian O’Hara e o governador Tim Walz já pediram ao presidente norte-americano que ponha fim às operações na cidade, destacando a tensão crescente entre autoridades locais e federais.

Este caso reforça os protestos da população local contra as operações do ICE, que vêm gerando indignação e debates sobre imigração e segurança pública nos Estados Unidos.