Funcionário ateia fogo em armazém de papel higiênico nos EUA após reclamar de salário
Um homem de 29 anos foi preso e acusado de incêndio criminoso após atear fogo em um armazém de produtos de papel da Kimberly-Clark na cidade de Ontario, na Califórnia, Estados Unidos. O caso ocorreu na madrugada do dia 7 de abril de 2026, mobilizando mais de 140 bombeiros para controlar as chamas que consumiram parte do imenso galpão.
Detalhes do incidente e motivação
O suspeito, identificado como Chamel Abdulkarim, trabalhava no local por meio de uma empresa terceirizada. Segundo as autoridades, o fogo começou por volta das 0h30 e se espalhou rapidamente devido à grande quantidade de material inflamável presente no armazém, que possui aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados. As chamas foram controladas somente por volta das 7h46 da manhã.
Os investigadores consideraram o caso suspeito desde o início. Um vídeo divulgado nas redes sociais e atribuído ao suspeito mostra um homem incendiando paletes de papel enquanto faz declarações contundentes. Na gravação, ele afirma: “Tudo o que vocês tinham que fazer era nos pagar o suficiente para sobreviver”. Em seguida, complementa: “Aí vai o seu estoque”, evidenciando uma motivação ligada a insatisfação com os salários.
Consequências e resposta da empresa
O centro de distribuição atingido atende cerca de 50 milhões de pessoas, levantando preocupações sobre o abastecimento de produtos essenciais. Cerca de 20 funcionários que estavam no local conseguiram evacuá-lo a tempo, e felizmente não houve registro de feridos.
A Kimberly-Clark, fabricante de marcas conhecidas de papel higiênico e outros produtos, emitiu uma nota oficial sobre o ocorrido. A empresa afirmou que “ativou seus planos de resposta coordenada e está trabalhando em estreita colaboração com os fornecedores de logística locais para manter a continuidade do fornecimento aos clientes”.
O incêndio criminoso não apenas causou danos materiais significativos, mas também destacou questões trabalhistas e de segurança em grandes centros de distribuição. As investigações continuam para apurar todos os detalhes do caso e as possíveis responsabilidades envolvidas.



