Ex-marido é preso após 33 anos por assassinato de ex-esposa nos EUA
Ex-marido preso após 33 anos por assassinato nos EUA

Ex-marido é preso após 33 anos por assassinato de ex-esposa nos Estados Unidos

Um homem de 68 anos foi preso na quarta-feira, suspeito de ter assassinado a ex-mulher, encontrada morta em novembro de 1992. O caso, que estava arquivado há décadas, foi "revisado com uma nova perspectiva" após familiares apresentarem "novas informações e pistas", o que levou à prisão do ex-marido da vítima, que vivia em um asilo em Everett, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

Detalhes do crime e investigação inicial

Janice Randle foi encontrada morta na cama, com a filha bebê ao lado, em um berço. O marido, James Robert Randle, afirmou às autoridades que a mulher "provavelmente havia sofrido uma overdose, já que tinha histórico de uso de analgésicos". Há 33 anos, Janice e James estavam em processo de divórcio e viviam separados, segundo comunicado do Gabinete do Xerife do Condado de Pierce.

Embora a investigação inicial tenha tratado o caso como uma possível overdose, a autópsia revelou que não havia drogas no organismo da vítima no momento da morte. A partir disso, o caso passou a ser considerado homicídio, apesar de, na época, só terem sido reunidos "fragmentos de informação, sem nada substancial que estabelecesse causa provável para uma prisão".

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Reabertura do caso e novas evidências

"O caso foi revisado com uma nova perspectiva quando familiares surgiram com novas informações e relatos de confissões do ex-marido de Janice", informaram as autoridades. "Essas novas pistas levaram a uma investigação aprofundada, que estabeleceu causa provável contra o ex-marido, hoje com 68 anos, que vivia em um asilo", acrescentaram, destacando que Janice teria "morrido em decorrência de uma luta violenta com o ex-marido".

Segundo a emissora KIRO, afiliada da CBS News, James teria confessado o crime em conversas com os irmãos e com uma das filhas. "Na verdade, ele contou ao irmão como encenou a cena do crime. [...] Mais tarde, também confessou o homicídio a uma das filhas. Disse que teve que colocar um travesseiro sobre a cabeça da esposa, Janice, e afirmou, sobre o crime: 'Saiba que fui eu'", relatou um promotor adjunto.

Reação da família e situação atual do acusado

O homem foi apresentado à Justiça na quinta-feira e se declarou inocente das acusações. Ainda assim, permanece preso com fiança fixada em um milhão de dólares (cerca de 868 mil euros). Katie Wakin, filha de Janice e enteada de James, afirmou à KIRO que ninguém da família "jamais duvidou" de que ele fosse responsável pela morte da mãe, mas que, na época, não tinham "como provar".

Ela e os irmãos — incluindo a irmã que foi encontrada perto do corpo — ainda estão lidando com a perda da mãe e, agora, com a investigação envolvendo o pai. "A nossa mãe foi tirada dela; ela não tem memórias da mãe. Minha mãe a amava muito, muito mesmo. Ela ama o pai, mas sabe que ele precisa ser responsabilizado, e está disposta a deixar isso de lado para garantir que a justiça seja feita e que a história da nossa mãe seja contada", disse Katie.

Importância do caso e conclusões das autoridades

As autoridades destacaram que "as provas descobertas durante a nova investigação contradizem o relato original apresentado em 1992 e ajudaram a esclarecer o que realmente aconteceu". "Este caso é um exemplo marcante de como avanços tecnológicos e novas práticas investigativas podem levar à justiça, mesmo décadas depois", afirmaram.

"Acima de tudo, é um testemunho do empenho incansável de detetives e investigadores que se recusaram a deixar que a história de Janice fosse esquecida", concluíram as autoridades, enfatizando a importância da persistência na busca por justiça em casos antigos.

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