EUA investigam desaparecimentos de cientistas ligados a pesquisas secretas sobre óvnis e nuclear
EUA investigam sumiço de cientistas de pesquisas secretas sobre óvnis

Investigadores americanos apuram sumiço de especialistas em projetos sigilosos

As autoridades dos Estados Unidos estão conduzindo investigações sobre uma série de desaparecimentos e mortes envolvendo cientistas e militares que participavam de pesquisas secretas relacionadas a material nuclear ou objetos voadores não identificados, popularmente conhecidos como "óvnis". O caso ganhou destaque nacional após ser comentado oficialmente pela Casa Branca nesta quarta-feira (15), levantando questões sobre a segurança de profissionais que lidam com informações sensíveis do governo.

Casos documentados desde 2024 chamam atenção da mídia

Na semana passada, a revista Newsweek publicou uma reportagem detalhada sobre pelo menos oito casos investigados no país, registrados desde o início de 2024. O episódio mais recente ocorreu em fevereiro, quando o major-general aposentado da Força Aérea William Neil McCasland desapareceu misteriosamente. McCasland, que participava ativamente de pesquisas sobre óvnis, foi visto pela última vez em 27 de fevereiro, ao sair de sua residência em Albuquerque, Novo México, deixando para trás seu celular e óculos, elementos que aumentam o mistério em torno do caso.

Lista de vítimas inclui profissionais de instituições renomadas

Segundo a investigação da Newsweek, os outros casos que compõem esta preocupante lista são:

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram
  • Frank Maiwald: pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa que faleceu aos 61 anos em julho de 2024, sem que a causa da morte fosse divulgada publicamente.
  • Anthony Chavez: ex-funcionário do Laboratório Nacional de Los Alamos, responsável pelo desenvolvimento de armas nucleares, que desapareceu em 4 de maio de 2025.
  • Monica Reza: cientista da Nasa que sumiu durante uma caminhada na Floresta Nacional de Angeles em junho de 2025.
  • Melissa Casias: assistente administrativa em Los Alamos que desapareceu em junho de 2025, com relatos de que seus aparelhos eletrônicos foram formatados.
  • Jason Thomas: diretor assistente de biologia química na Novartis que desapareceu em dezembro de 2025, tendo seu corpo encontrado em março dentro de um lago.
  • Nuno Loureiro: chefe do Centro de Ciência de Plasma e Fusão do MIT que foi assassinado em sua própria residência em dezembro de 2025.
  • Carl Grillmair: astrofísico que foi baleado na varanda de sua casa em fevereiro, em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas.

Rede de notícias amplia lista com novos nomes

Recentemente, a rede de notícias norte-americana NewsNation acrescentou outros dois nomes a esta lista já extensa:

  1. Steven Garcia: trabalhava como zelador em uma empresa que fornece componentes não nucleares para armas atômicas aos Estados Unidos. Segundo a emissora, ele possuía acesso de segurança máxima no prédio e desapareceu em agosto de 2025.
  2. Michael David Hicks: cientista que trabalhou em missões espaciais importantes e faleceu em 2023, sem que a causa da morte tenha sido divulgada oficialmente.

Perfil comum: acesso a informações sensíveis

De acordo com a imprensa americana, todos os indivíduos mencionados na lista compartilhavam uma característica preocupante: tinham algum tipo de acesso a informações sensíveis ou a locais de segurança máxima ligados diretamente ao governo dos Estados Unidos. Esta conexão tem alimentado diversas teorias da conspiração nas redes sociais, onde usuários especulam sobre possíveis motivações por trás dos casos.

Reação política e posicionamento oficial

Diante da crescente repercussão, o deputado republicano Eric Burlison manifestou publicamente sua preocupação e pediu que o Congresso buscasse respostas concretas. Em publicação em uma rede social, Burlison afirmou: "O desaparecimento de vários cientistas e militares com ligação a pesquisas avançadas é profundamente preocupante. Já solicitei o envolvimento do FBI e continuaremos pressionando por respostas".

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Nesta quarta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi questionada diretamente se o governo federal investigava uma possível ligação entre os diversos casos. Ela reconheceu ter visto as reportagens, mas admitiu não possuir informações adicionais no momento. "Não falei com nossas agências relevantes sobre isso", declarou Leavitt. "Se for verdade, é claro, isso definitivamente é algo que eu acho que este governo consideraria um trabalho que vale a pena investigar", completou a porta-voz, deixando em aberto a possibilidade de uma investigação mais aprofundada.