EUA divulgam mais de 3 milhões de arquivos sobre caso Epstein; Trump é citado
EUA divulgam milhões de arquivos sobre caso Epstein

EUA divulgam milhões de arquivos sobre caso Epstein com menções a Trump

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos realizou nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, uma nova e massiva divulgação de documentos relacionados ao polêmico caso do financista Jeffrey Epstein. A liberação inclui mais de três milhões de páginas de arquivos, abrangendo aproximadamente dois mil vídeos e cento e oitenta mil imagens, conforme anunciado pelo vice-procurador-geral Todd Blanche.

Conteúdo sensível e censura para proteger vítimas

As autoridades americanas garantiram que conteúdos considerados sensíveis foram cuidadosamente excluídos da divulgação pública. Blanche enfatizou que o material passou por extensos processos de censura, com o objetivo principal de proteger a identidade e a privacidade das vítimas envolvidas no caso. Epstein, que faleceu em uma prisão de Nova York em 2019, aguardava julgamento por acusações graves de tráfico sexual de menores e mulheres.

Menções a Donald Trump em milhares de documentos

De acordo com informações do jornal The New York Times, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é mencionado em pelo menos 3,2 mil documentos divulgados nesta nova leva. Os arquivos revelam que Trump aparece em diversas comunicações, incluindo mensagens trocadas entre Epstein e seus amigos, além de e-mails nos quais o financista discutia as eleições presidenciais de 2016.

Blanche foi categórico ao negar qualquer tipo de proteção especial a Trump por parte do Departamento de Justiça. "O que dissemos aos nossos revisores é que esse era o objetivo. Havia um mantra de que 'o Departamento de Justiça deve proteger Donald Trump'. Isso não é verdade. Sempre nos preocupamos com as vítimas. Não protegemos o presidente Trump nem deixamos de proteger ninguém", afirmou o vice-procurador-geral.

E-mail revelador sobre Bill Gates

Entre os documentos divulgados, destaca-se um e-mail enviado por Epstein a si mesmo no ano de 2013. Na mensagem, o financista faz alegações sobre o empresário Bill Gates, afirmando que ele teria contraído uma doença sexualmente transmissível após manter relações sexuais com "garotas russas". O e-mail inclui um trecho em que Epstein relata: "Para piorar ainda mais a situação, você [Gates] me implora que eu apague os e-mails referentes à sua DST, ao seu pedido para que eu lhe forneça antibióticos que você possa dar secretamente a Melinda e à descrição do seu pênis".

Esta nova rodada de divulgação reforça a complexidade e o alcance internacional do caso Epstein, que continua a gerar debates e investigações sobre as redes de poder e abuso envolvidas. As autoridades americanas mantêm o compromisso de transparência, ao mesmo tempo em que buscam equilibrar a necessidade de justiça com a proteção das partes vulneráveis.