DNA de Ted Bundy resolve caso de assassinato de 1974 após 50 anos
Mais de meio século após o brutal assassinato de Laura Ann Aime, uma estudante de Direito de 17 anos no estado de Utah, nos Estados Unidos, uma nova tecnologia de análise de DNA finalmente confirmou o que as autoridades suspeitavam há décadas: o autor do crime foi o infame serial killer Ted Bundy. O caso, que permaneceu oficialmente em aberto desde 1974, foi agora encerrado com provas científicas irrefutáveis.
Tecnologia forense avançada extrai DNA de amostras degradadas
De acordo com o comissário do Departamento de Segurança Pública do Utah, Beau Manson, as provas do caso de Aime foram meticulosamente preservadas ao longo dos anos. As autoridades forenses identificaram as partes que tinham maior probabilidade de conter amostras de DNA utilizáveis. Em 2023, o laboratório recebeu uma tecnologia inovadora que permitiu extrair material genético mesmo de amostras consideradas degradadas pelo tempo.
A análise revelou um único perfil de DNA masculino, que foi subsequentemente enviado para uma base de dados nacional. A comparação confirmou de forma definitiva que o DNA pertencia a Ted Bundy, que havia confessado o assassinato antes de ser executado na prisão em 1989, mas o caso nunca havia sido oficialmente resolvido por falta de provas concretas.
O crime que chocou Utah em 1974
Laura Ann Aime foi encontrada morta em novembro de 1974 à beira de uma estrada no American Fork Canyon, em Utah. A jovem de 17 anos estava amarrada, sem roupa e apresentava marcas de espancamento. O caso gerou comoção imediata, mas, apesar das suspeitas recaírem sobre Ted Bundy há vários anos, a investigação não conseguiu avançar sem evidências forenses conclusivas.
Em coletiva de imprensa, Michelle Impala, irmã de Laura, expressou alívio e gratidão: "É incrível saber que as pessoas ainda estão interessadas no caso da Laura. Falo em meu nome e no da minha família". A resolução do caso após cinco décadas traz um fechamento tardio, mas significativo, para os familiares da vítima.
Legado forense e investigações futuras
O perfil de DNA de Ted Bundy identificado neste caso não apenas resolve o assassinato de Laura Ann Aime, mas também poderá ser utilizado por outras agências policiais que investigam a possível ligação do serial killer com outros crimes não solucionados. Bundy, que confessou ter assassinado pelo menos 30 mulheres em diversos estados norte-americanos durante os anos 70, atacava em locais como repúblicas universitárias femininas e parques, deixando um rastro de violência que ainda hoje é objeto de estudo.
A aplicação de tecnologias forenses avançadas em casos antigos demonstra a importância da preservação de evidências e da inovação científica na busca por justiça. Este marco no caso de Laura Ann Aime serve como um exemplo de como a ciência pode fornecer respostas mesmo quando o tempo parece ter apagado todas as pistas.



