Caso Epstein abala monarquia e política na Europa: Noruega investiga
Caso Epstein abala monarquia e política na Europa

Caso Epstein abala políticos e Famílias Reais na Europa

A princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, voltou a pedir desculpas publicamente nesta sexta-feira, dia 6, por sua amizade com o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Este caso é apenas um dos vários escândalos que atualmente atingem a monarquia do país nórdico, colocando em xeque figuras públicas de alto escalão.

“Também peço desculpas pela situação em que coloquei a família real, especialmente o rei e a rainha”, afirmou Mette-Marit em um comunicado oficial divulgado pelo palácio real. O pedido de desculpas ocorre em um momento de crescente pressão sobre as ligações entre elites europeias e o controverso bilionário.

Noruega no centro das investigações

Enquanto isso, a Noruega se prepara para abrir uma investigação sobre seu próprio Ministério das Relações Exteriores devido a conexões com Epstein. O país é um dos vários na Europa atingidos por este escândalo, que, curiosamente, ainda não provocou grandes repercussões políticas nos Estados Unidos, terra natal do financista.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

A divulgação, na semana passada, de um grande volume de novos arquivos revelou uma série de conexões inéditas de Epstein com políticos, membros da realeza e bilionários ao redor do mundo. Estes documentos trouxeram à tona detalhes adicionais sobre relações que já eram conhecidas, mas agora são examinadas com maior rigor.

Repercussões em outros países europeus

O escândalo Epstein tem abalado diversas nações europeias, demonstrando o alcance global de suas redes de influência:

  • No Reino Unido, o futuro do primeiro-ministro Keir Starmer tornou-se mais incerto após a decisão, no ano passado, de nomear Peter Mandelson – que manteve uma relação próxima com Epstein – como embaixador em Washington. Além disso, o irmão do rei Charles III, Andrew Mountbatten-Windsor, já foi obrigado a abrir mão de seu título real e de uma residência luxuosa, com crescente pressão para que preste depoimento nos Estados Unidos.
  • Na Eslováquia, o assessor de segurança nacional do primeiro-ministro Robert Fico renunciou após a revelação de e-mails em que discutia mulheres jovens com Epstein.
  • Na França, o ex-ministro da Cultura Jack Lang vem sendo pressionado a deixar o cargo de presidente do Instituto do Mundo Árabe devido a suas associações com o caso.

Figuras norueguesas sob escrutínio

Na Noruega, além da princesa herdeira Mette-Marit, outras figuras públicas passaram a ser alvo de novo escrutínio. Entre elas estão:

  1. O ex-primeiro-ministro e ex-ministro das Relações Exteriores Thorbjoern Jagland, que também foi presidente do Comitê Norueguês do Nobel.
  2. O ex-chanceler Boerge Brende, atualmente presidente do Fórum Econômico Mundial.
  3. A embaixadora Mona Juul, que atua na Jordânia e no Iraque, e seu marido, Terje Roed-Larsen, que ajudaram a criar o canal secreto de negociações entre a Organização para a Libertação da Palestina e o governo de Israel, resultando nos Acordos de Oslo.

Segundo a imprensa norueguesa, a maioria dos partidos no Parlamento do país está disposta a apoiar a abertura de uma investigação independente sobre o Ministério das Relações Exteriores. No entanto, o primeiro-ministro Jonas Gahr Stoere prefere que a apuração fique a cargo do principal órgão de controle do Parlamento – o Comitê Permanente de Fiscalização e Assuntos Constitucionais – e não de um grupo independente, conforme informou o jornal VG nesta sexta-feira.

Na quinta-feira, a unidade de polícia especializada em crimes econômicos da Noruega informou que investiga Jagland sob suspeita de corrupção agravada. O advogado do ex-premiê afirmou que seu cliente está confiante de que provará sua inocência e irá cooperar plenamente com as autoridades.

Este caso evidencia como as ramificações do escândalo Epstein continuam a se expandir, atingindo não apenas a política e a realeza na Europa, mas também levantando questões sobre a integridade de instituições governamentais e a transparência nas relações internacionais.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar