Príncipe Andrew é acusado de gastos excessivos com massagens e viagens como enviado comercial
Andrew acusado de gastos excessivos com massagens e viagens

Príncipe Andrew é alvo de novas acusações por gastos excessivos como enviado comercial do Reino Unido

O ex-príncipe britânico Andrew enfrenta uma nova controvérsia após relatos de ex-funcionários públicos sobre cobrança de despesas consideradas exageradas durante seu período como enviado comercial do Reino Unido. As acusações, divulgadas pela emissora britânica BBC, incluem pedidos de serviços de massagem e custos elevados de viagens internacionais, todos financiados pelos contribuintes.

Despesas questionáveis e relatos de funcionários

Segundo um ex-funcionário do departamento de comércio do Reino Unido no início dos anos 2000, houve uma recusa inicial em pagar uma dessas despesas durante uma visita de Andrew ao Oriente Médio, mas a decisão foi anulada por superiores. "Eu achei que estava errado... Eu disse que não deveríamos pagar, mas acabamos pagando de qualquer forma", declarou o ex-funcionário à BBC.

Outra fonte, um ex-alto funcionário de Whitehall, confirmou despesas similares, que incluíam:

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  • Diversos voos internacionais
  • Um número desproporcional de quartos de hotel
  • Gastos excessivos para a comitiva do ex-príncipe

"Não podia acreditar... era como se não fosse dinheiro real, eles não estavam gastando nada do próprio bolso", afirmou a fonte, acrescentando que não tinha "nenhuma dúvida" sobre a veracidade das informações.

Falta de transparência e ligações com Jeffrey Epstein

O ex-alto funcionário ainda relatou que os custos "desapareciam em diferentes orçamentos", dificultando o rastreamento, e que não havia clareza sobre quem de fato fazia parte da comitiva. Além disso, um ex-funcionário do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein afirmou que Andrew recebia uma massagem diária quando o visitava.

Embora o cargo ocupado por Andrew na época não fosse remunerado, ele contava com apoio de funcionários públicos e recursos dos contribuintes para suas viagens. A polêmica se intensifica com sua recente detenção pela polícia do Reino Unido, em meio a investigações de má conduta no exercício de cargo público, que envolvem possíveis ligações com Epstein.

Detenção e investigações em andamento

Na quinta-feira, Andrew deixou a delegacia após ficar detido por cerca de 11 horas. A investigação está ligada a e-mails tornados públicos nos milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados ao financista Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.

As mensagens sugerem que Andrew teria compartilhado relatórios de visitas oficiais a países como Hong Kong, Vietnã e Singapura, além de um suposto documento confidencial sobre oportunidades de investimento na reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão. Este caso destaca questões de transparência e responsabilidade no uso de fundos públicos, gerando debate sobre a conduta de figuras públicas em cargos oficiais.

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