Mulher é presa por se passar por fiscal da Receita para aplicar golpes em idosos no Rio
A Polícia Civil da 19ª Delegacia de Polícia (DP) da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, efetuou a prisão de uma mulher acusada de se passar por fiscal da Receita Federal para aplicar golpes financeiros, com foco principal em idosos. De acordo com as investigações, Vanessa da Silva Serafim, de 31 anos, agia de forma meticulosa, batendo de porta em porta e observando os bens das vítimas para planejar seus roubos.
Modus operandi do golpe
Vanessa abordava as vítimas em suas residências, afirmando que elas possuíam dívidas pendentes com a Receita Federal que precisavam ser quitadas imediatamente. Ela solicitava que os pagamentos fossem realizados por meio de Pix, aproveitando-se da confiança das pessoas, especialmente idosos, que acreditavam estar lidando com uma autoridade pública legítima.
Dentro das casas, a acusada ficava atenta a outros itens de valor, como joias, relógios e dinheiro em espécie, que posteriormente eram levados. As investigações revelaram que as vítimas efetuaram pagamentos em múltiplas moedas, incluindo Real, Dólar e Euro, além de terem seus cartões de crédito e débito subtraídos.
Histórico criminal e nova prisão
Os crimes ocorreram no início deste ano na região da Tijuca. Vanessa já havia sido presa anteriormente em 6 de janeiro devido ao primeiro golpe, mas foi liberada após audiência de custódia. Agora, ela foi detida novamente pela prática de um segundo crime com características idênticas, desta vez em Bangu, na Zona Oeste do Rio, reforçando a persistência de suas atividades ilícitas.
Alertas das autoridades
A delegada Maíra Rodrigues, responsável pelo caso, emitiu alertas importantes para a população. "O primeiro alerta é: se alguém aparecer na sua residência dizendo ser da Receita Federal para fiscalizar bens e recolher valores, desconfie de forma imediata. A Receita não faz isso na casa de qualquer contribuinte", afirmou a delegada, destacando que a instituição não envia fiscais aos domicílios dos contribuintes.
Ela também enfatizou a necessidade de vigilância reforçada em condomínios: "E o segundo alerta vai aos porteiros e síndicos, que vão exercer papel de vigilância. A vítima desse golpe acredita que está recebendo um agente público e autoriza a entrada no condomínio e na casa. Por isso, diante de movimentação atípica e suspeita na portaria, a orientação é avisar ao síndico e acionar a PM e Polícia Civil para verificação e para interromper a atuação criminosa", completou Maíra Rodrigues.
Este caso serve como um lembrete crucial para a sociedade sobre os riscos de golpes financeiros e a importância de verificar a identidade de supostos agentes públicos, especialmente quando envolvem solicitações de pagamento em domicílio.



