Falso corretor é preso pela terceira vez em Uberlândia por golpes milionários em imóveis
Falso corretor preso pela terceira vez em golpes de imóveis

Falso corretor é preso pela terceira vez em três anos por golpes milionários em Uberlândia

Alisson Henrique, de 30 anos, conhecido como "falso corretor", foi preso pela Polícia Civil de Uberlândia suspeito de aplicar um novo golpe na venda ilegal de imóveis. Esta é a terceira prisão do homem em três anos por crimes de estelionato, com prejuízos acumulados que superam R$ 1 milhão para as vítimas.

Detenção preventiva e investigação

O mandado de prisão preventiva foi cumprido na terça-feira (17), no bairro Saraiva, após investigação iniciada em 9 de março. A apuração começou quando uma vítima procurou a polícia relatando que foi induzida ao erro ao negociar e pagar R$ 35 mil pelo ágio de um imóvel no bairro Luizote.

Desconfiada da transação, a vítima fez buscas na internet e percebeu que poderia ter caído em um golpe. Durante as investigações, a Polícia Civil identificou o suspeito como sendo o mesmo Alisson Henrique já investigado e preso em outras ocasiões pelo mesmo tipo de crime.

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Histórico criminal e modus operandi

Segundo a Polícia Civil, após sua última prisão em 11 de abril de 2024, Alisson permaneceu detido por 10 meses e foi solto no dia 31 de janeiro deste ano. Em menos de 30 dias, voltou a aplicar novos golpes com a ajuda de um comparsa que se passava pelo proprietário dos imóveis negociados de forma fraudulenta.

A dupla utilizava documentos falsos para enganar as vítimas. Pouco mais de uma semana após a denúncia, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Alisson, pedido aceito pelo Ministério Público e autorizado pela Justiça.

Prisões anteriores e prejuízos

A primeira prisão do homem, então com 28 anos, ocorreu em novembro de 2024, no bairro Brasil, em Uberlândia. Ele foi indiciado por estelionato, invasão de domicílio e associação criminosa. A investigação apontou que ele agia desde 2022 com a ajuda de comparsas.

Na ocasião, a polícia informou que pelo menos 13 pessoas, com idades entre 40 e 60 anos, foram vítimas do grupo. O prejuízo individual, referente à entrada na compra do imóvel, variava entre R$ 60 mil e R$ 80 mil.

Modus operandi detalhado

Segundo a delegada Tauany Abou Rejaili, as vítimas eram atraídas por anúncios em redes sociais e adquiriam imóveis que supostamente estavam desocupados. "Em alguns casos, o suspeito invadia o imóvel, trocava as chaves da casa e apresentava o local às vítimas, que percebiam o golpe quando chegavam aos imóveis e os vizinhos as alertavam", explicou a delegada.

"Ao tentarem registrar os imóveis, eles também descobriram que o número da matrícula não correspondia", completou a autoridade policial.

Vida de luxo e falsa credibilidade

Quando foi preso pela segunda vez, a investigação apontou que Alisson Henrique levava uma vida de luxo sustentada por golpes. "É uma pessoa conhecida, que ostenta um padrão de vida luxuoso. Utiliza de veículos de luxo para mostrar maior credibilidade às vítimas", detalhou a delegada.

Para enganar compradores e dar credibilidade ao serviço de corretagem de imóveis que oferecia, Alisson utilizava um registro falso no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-MG), passando-se por um profissional regular e vendendo imóveis de forma ilegal.

"Ele apresentava um número de Creci falso, afirmava que trabalhava junto a algumas imobiliárias e fazia a venda do ágio desse imóvel, muitas vezes de baixo valor e direcionado a pessoas idosas", detalhou a delegada Tauany Abou Rejaili.

Liberdade condicional e nova prisão

De acordo com a Polícia Civil, o homem foi solto em janeiro de 2025 mediante o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, em 11 de abril do mesmo ano, voltou a ser preso no estacionamento de um cartório, no Centro de Uberlândia, acompanhado de uma nova vítima.

O investigado foi encaminhado ao Presídio Professor Jacy de Assis após a terceira prisão. A Polícia Civil continua investigando a extensão completa dos golpes aplicados pelo falso corretor e busca identificar possíveis outras vítimas que ainda não tenham feito denúncias.

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