Mulher é presa no Rio por integrar quadrilha que aplicou golpe de R$ 700 mil em leilões falsos de veículos
Prisão no Rio por golpe de R$ 700 mil em leilões falsos de veículos

Operação policial desarticula esquema criminoso que causou prejuízos superiores a R$ 700 mil com fraudes em leilões de automóveis

A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão de uma mulher foragida do Pará nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, em uma ação que desvendou um sofisticado esquema de golpes aplicados através de sites falsos de leilão de veículos. A detida, identificada como Jamylle Silva da Conceição Almeida, foi localizada na comunidade da Tirol, situada no bairro da Freguesia, na Zona Oeste da capital fluminense.

Esquema estruturado utilizava plataformas fraudulentas e criptomoedas para dificultar rastreamento

De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades, a quadrilha da qual Jamylle fazia parte operava com um "esquema estruturado" que envolvia a criação e hospedagem de sites falsos de vendas de automóveis em servidores internacionais. O método criminoso era financiado por meio de criptomoedas, uma estratégia deliberada para complicar o rastreamento das transações financeiras e ocultar a identidade dos envolvidos.

"As vítimas acreditavam na autenticidade das plataformas e realizavam pagamentos após supostas arrematações de veículos que não existiam", explicou a Polícia Civil em comunicado oficial. Os prejuízos acumulados pelo grupo ultrapassam a marca de R$ 700 mil, com casos individuais de grande monta. Em uma das ocorrências mais significativas, uma pessoa chegou a transferir mais de R$ 60 mil na crença de ter adquirido um carro em um leilão legítimo, apenas para descobrir que o automóvel jamais existiu.

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Força-tarefa multidisciplinar garantiu o sucesso da operação de captura

A prisão de Jamylle Silva da Conceição Almeida foi resultado de uma ação conjunta que mobilizou diversas unidades especializadas da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Participaram do operativo:

  • Agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme)
  • Equipes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter)
  • Policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM)
  • Profissionais da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte)

A operação contou ainda com o apoio fundamental da Polícia Civil do Pará, estado de origem da foragida, e do Projeto Captura. Esta força-tarefa, coordenada pelo Ministério da Justiça em parceria com a Polícia Civil do Rio, tem como objetivo principal localizar e prender foragidos que se escondem no território fluminense.

A prisão representa um avanço significativo no combate a crimes digitais financeiros no Brasil, destacando a importância da cooperação interinstitucional e do uso de inteligência policial para enfrentar esquemas criminosos cada vez mais complexos e tecnológicos.

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