Um homem suspeito de liderar um esquema cibernético para acessar sistemas de segurança pública de diversos estados brasileiros foi preso nesta quarta-feira (29), no Paraguai. A operação foi realizada pela Polícia Civil do Tocantins. De acordo com as autoridades, o suspeito, ao perceber que estava sendo investigado, tentou fugir para o país vizinho, mas foi capturado. Ele residia em um condomínio de luxo em Paranavaí, no Paraná.
Como o esquema funcionava
Segundo a Polícia Civil, o investigado utilizava técnicas de phishing para enganar policiais e obter logins e senhas, simulando o sistema da Secretaria de Segurança Pública. De posse das credenciais, ele estruturou um ecossistema de servidores virtuais que acessava, de forma automatizada, os sistemas policiais. Os dados sigilosos de pessoas e veículos eram extraídos e comercializados em plataformas clandestinas na internet.
Lucro estimado
A investigação aponta que ele administrava toda a infraestrutura necessária para o funcionamento dos sistemas que lucravam com a venda das consultas. Para dificultar o rastreamento, o cibercriminoso utilizava serviços de anonimização, como VPN, simulando conexões em países da Europa e da Ásia. Estima-se que, em apenas 40 dias, ele tenha lucrado cerca de R$ 90 mil, com uma projeção de ganho total de até R$ 6 milhões desde o início das atividades ilícitas, em 2023.
Investigação em andamento
A Justiça determinou o bloqueio desse valor em bens e ativos financeiros do investigado. O suspeito também é investigado por lavagem de dinheiro, por meio de uma empresa de fachada de análise de crédito. Após ser capturado na fronteira enquanto tentava fugir, ele foi entregue à Polícia Federal e permanece recolhido em uma unidade penal no Paraná. A Operação Rollback segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no comprometimento de dados institucionais de diversos estados brasileiros.



