Grupo de Vorcaro hackeou sistemas do FBI e Interpol, revela Polícia Federal
Grupo de Vorcaro hackeou FBI e Interpol, diz PF

Grupo ligado a dono do Banco Master invadiu sistemas de agências internacionais de segurança

A Polícia Federal (PF) revelou em relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) que um grupo atuando em favor de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, conseguiu acessar indevidamente sistemas de segurança de alto nível, incluindo o Federal Bureau of Investigation (FBI) dos Estados Unidos e a Interpol, organização policial internacional.

As informações foram fundamentais para embasar a operação que resultou na prisão de Vorcaro na última quarta-feira, destacando a gravidade das invasões cibernéticas.

Funcionário conhecido como 'Sicário' teria realizado os acessos ilegais

De acordo com a investigação, os acessos aos sistemas foram realizados por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de 'Sicário', que seria empregado direto de Daniel Vorcaro. Mourão também foi alvo de mandado de prisão na mesma operação.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

"A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol", escreveu o ministro André Mendonça em decisão relacionada ao caso.

Invasões atingiram órgãos nacionais e internacionais

Além das agências internacionais, o grupo também invadiu sistemas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), demonstrando uma capacidade técnica significativa e um padrão de atuação que preocupou as autoridades.

As invasões representam uma séria ameaça à segurança da informação e à integridade de investigações em curso, tanto no Brasil quanto no exterior.

Operação resultou em prisões e apreensões

A operação que prendeu Daniel Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi desencadeada após a descoberta desses acessos ilegais. As investigações continuam para determinar a extensão total dos danos e identificar possíveis colaboradores.

O caso evidencia os desafios crescentes no combate ao crime cibernético e a necessidade de fortalecimento das medidas de segurança digital em órgãos públicos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar