Golpistas se passam por advogados para enganar vítimas em Santa Inês, MA
Um esquema criminoso tem alarmado a população de Santa Inês, município localizado a aproximadamente 250 quilômetros de São Luís, no Maranhão. Golpistas estão se fazendo passar por advogados e servidores do Juizado Especial da cidade para aplicar fraudes em pessoas que possuem processos em andamento na Justiça maranhense. As autoridades judiciárias já receberam inúmeras denúncias sobre essas práticas ilegais.
Como os criminosos operam
Os estelionatários atuam por meio de ligações telefônicas, nas quais se apresentam como funcionários do Poder Judiciário. Com dados pessoais das vítimas em mãos, eles solicitam transferências de dinheiro via PIX, alegando que o pagamento é necessário para a liberação de valores decorrentes de ações judiciais. Essa abordagem explora a expectativa das pessoas por uma resolução rápida de seus casos, característica do Juizado Especial Cível e Criminal, que julga causas de menor complexidade, como indenizações de até 40 salários mínimos ou crimes com penas máximas de dois anos.
Orientações para se proteger
A Polícia Civil do Maranhão emitiu recomendações importantes para evitar que mais cidadãos caiam nesses golpes:
- Ao receber uma ligação suspeita informando sobre valores a receber, entre em contato imediatamente com seu advogado ou com a Defensoria Pública para confirmar a veracidade da informação.
- Procure diretamente o Fórum de Justiça ou o Juizado Especial para verificar se o processo já foi julgado e se existe uma sentença favorável.
- Em caso de dúvida, utilize os números disponibilizados pela direção do juizado de Santa Inês: (98) 99138-9615 e (98) 99139-8071, para obter informações confiáveis sobre processos.
O que fazer se for vítima
Se você já foi alvo desse tipo de fraude, a orientação é clara: procure uma delegacia o mais rápido possível para registrar um Boletim de Ocorrência. A rápida ação ajuda as autoridades a investigarem os criminosos e a coibirem novas tentativas de golpe. A população deve permanecer vigilante e sempre desconfiar de solicitações de pagamento por meio de transferências eletrônicas, especialmente quando feitas por telefone por pessoas que se identificam como representantes da Justiça sem comprovação adequada.



