O golpe do Pix errado tem se tornado cada vez mais frequente no Brasil, deixando muitos usuários em situação de vulnerabilidade. Para esclarecer o funcionamento dessa fraude e orientar sobre como se proteger, o programa Conexão Record News entrevistou um especialista em crimes digitais nesta terça-feira (5).
Como funciona o golpe do Pix errado?
Nesse tipo de golpe, o criminoso realiza uma transferência via Pix para a conta da vítima, geralmente de um valor baixo, e em seguida entra em contato alegando que cometeu um erro. Ele solicita que a vítima devolva o dinheiro para outra chave Pix, que na verdade pertence ao próprio golpista ou a um laranja. A vítima, acreditando estar ajudando, realiza a devolução e acaba perdendo o valor, pois o Pix original pode ter sido feito com recursos de outra conta hackeada ou até mesmo ser estornado posteriormente pelo banco.
O que diz o Banco Central?
O Banco Central (BC) criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para auxiliar vítimas de fraudes como essa. O MED permite que, após a abertura de um boletim de ocorrência e comunicação ao banco, os valores sejam bloqueados e devolvidos ao lesado, desde que a transação fraudulenta seja identificada rapidamente. No entanto, o mecanismo só funciona se a vítima agir imediatamente, antes que o dinheiro seja sacado ou transferido para outras contas.
Como se proteger?
Especialistas recomendam que, ao receber um Pix inesperado, o usuário não realize nenhuma devolução por conta própria. Em vez disso, deve entrar em contato com o banco e registrar um boletim de ocorrência, se desconfiar da origem do valor. Além disso, é importante não clicar em links suspeitos enviados por supostos remetentes e manter os aplicativos bancários atualizados.
O programa também destacou que a conscientização é a melhor ferramenta contra esse tipo de crime. Fique atento e não se deixe enganar por pedidos de devolução de valores que você não solicitou.



