Diretora de escola no RS perde R$ 144 mil em golpe que usava falsos funcionários do Google
Golpe de R$ 144 mil em diretora do RS com falsos funcionários do Google

Uma diretora de uma escola estadual localizada em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, sofreu um prejuízo financeiro significativo de R$ 144 mil após ser enganada por um golpe aplicado por criminosos que se faziam passar por funcionários legítimos do Google. Segundo informações detalhadas da Polícia Civil, uma advogada residente em São Paulo é a principal suspeita de coordenar um call center utilizado pelo grupo criminoso para executar essa fraude.

Como o golpe foi aplicado

Os golpistas entraram em contato com a diretora alegando que os dados da escola estavam desatualizados na página oficial do Google. Eles argumentaram que uma atualização era necessária para melhorar a divulgação e visibilidade da instituição de ensino. Posteriormente, enviaram um contrato que, conforme afirmaram, era destinado a serviços de publicidade e marketing digital.

A vítima, infelizmente, assinou o documento sem ler todas as cláusulas com a devida atenção. Imediatamente após a assinatura, ela começou a receber boletos bancários cobrando parcelas supostamente em atraso, com valores iniciais em torno de R$ 950. A situação se agravou quando um dos integrantes do grupo ligou para a diretora, fingindo ser um oficial de Justiça.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Evolução da fraude e ameaças

Esse falso oficial afirmou que existia uma dívida ativa de R$ 30 mil em nome da escola e ameaçou negativar o nome da diretora nos órgãos de proteção ao crédito caso o valor não fosse quitado imediatamente. Intimidada por essas ameaças, a vítima acabou realizando novos depósitos, totalizando 124 transações em duas contas bancárias distintas, que somaram mais de R$ 144 mil em prejuízo.

Investigação policial e operação

A delegada Luciane Bertoletti, responsável pelo caso, destacou que o esquema chamou a atenção devido à sua forma inédita de atuação. "É um golpe novo, o que chamou a atenção da nossa distrital. Fazemos bastante operações envolvendo golpes cibernéticos, mas este é diferente do que estamos acostumados aqui", explicou a delegada.

Em resposta ao crime, a Polícia Civil enviou três agentes a São Paulo, onde o grupo criminoso operava. Em uma ação conjunta com forças de segurança paulistas, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão na última segunda-feira (23) em municípios como Várzea Paulista, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos.

Descobertas da operação

Bertoletti relatou que a suspeita principal está foragida desde uma operação anterior da Polícia do Distrito Federal. Durante os cumprimentos dos mandados, foi encontrado um call center mantido pela advogada para a aplicação de golpes. "As pessoas que estamos ouvindo eram funcionários desse call center", afirmou a delegada, referindo-se a uma ação realizada em setembro de 2025.

Atualmente, a Polícia Civil analisa documentos e celulares apreendidos durante a operação, interroga os suspeitos detidos em São Paulo e trabalha para bloquear as contas bancárias que receberam os valores fraudados. O g1 entrou em contato com o Google para obter um posicionamento sobre o caso, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar