Funcionário é preso suspeito de desviar R$ 280 mil de construtora em Campo Grande
Um funcionário de uma empresa de construção civil, de 29 anos, foi preso no bairro Cruzeiro, em Campo Grande, sob suspeita de cometer fraude eletrônica. De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo estimado é de R$ 280 mil. A prisão ocorreu na manhã desta segunda-feira (4), quando o suspeito tomava café da manhã em uma padaria, pouco antes de viajar para Rondonópolis (MT).
Investigação iniciada após auditoria interna
As investigações começaram depois que a própria empresa registrou um boletim de ocorrência, após uma auditoria interna apontar irregularidades nas contas. Foram identificadas diferenças em valores que supostamente haviam sido pagos por parceiros comerciais, mas que nunca chegaram às contas oficiais da empresa. A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) assumiu o caso.
Como o suspeito agia
Segundo a polícia, o funcionário tinha acesso a informações financeiras da empresa. Ele teria usado esse acesso para abrir contas bancárias em nome da empresa, utilizando documentos falsos, e emitir boletos irregulares. Dessa forma, terceiros eram induzidos a fazer pagamentos indevidos, que eram desviados para contas controladas pelo suspeito.
A investigação também aponta que os valores eram rapidamente movimentados e enviados para contas pessoais e de empresas ligadas ao suspeito, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro. Foram encontrados indícios de tentativa de ocultação de patrimônio, incluindo o uso de empresas sem atividade real e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada, além da tentativa de venda de bens.
Medidas cautelares e apreensão de veículo de luxo
Como medida cautelar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a apreensão de um veículo de luxo avaliado em aproximadamente R$ 175 mil, que pertencia ao suspeito. O carro foi localizado e apreendido pela polícia. O homem foi preso preventivamente e agora está à disposição da Justiça.
O caso continua sendo investigado pela Garras, que busca identificar outros possíveis envolvidos e recuperar os valores desviados. A Polícia Civil reforça a importância de denúncias e de medidas de segurança financeira por parte das empresas para evitar fraudes desse tipo.



