Estelionato digital dispara 40% em Petrópolis; CDL alerta para golpes via celular
Estelionato digital sobe 40% em Petrópolis; CDL alerta para golpes

Estelionato digital dispara 40% em Petrópolis no início de 2026

Os casos de estelionato apresentaram um crescimento alarmante em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, nos primeiros meses de 2026. Dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) revelam um total de 540 registros nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, um número significativamente superior aos 386 casos contabilizados no mesmo período de 2025. Esse aumento representa uma alta expressiva de 40%, destacando uma tendência preocupante na região.

Detalhamento dos números e alerta da CDL

Analisando os dados mês a mês, em janeiro de 2026 foram registradas 267 ocorrências de estelionato, frente a 198 no mesmo mês do ano anterior, configurando um aumento de 35%. Já em fevereiro, o crescimento foi ainda mais acentuado, com os casos saltando de 188 para 273, o que equivale a uma elevação de 45%. Diante desse cenário de escalada, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrópolis emitiu um alerta urgente para o avanço dos golpes financeiros, com especial atenção para aqueles perpetrados no ambiente digital, frequentemente por meio de celulares.

Entre as modalidades de golpes mais comuns identificadas estão pagamentos por produtos que nunca são entregues, anúncios falsos disseminados em redes sociais e pedidos de transferência via PIX realizados por criminosos que se passam por conhecidos das vítimas. Segundo Cláudio Mohammad, presidente da CDL, a rapidez inerente às transações digitais contemporâneas contribui substancialmente para a ocorrência desses crimes. "A tecnologia trouxe praticidade, mas também reduziu drasticamente o tempo de reflexão do consumidor. Uma decisão tomada em meros segundos pode resultar em prejuízos financeiros significativos e de difícil recuperação", afirmou Mohammad.

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Orientações jurídicas e impactos para as vítimas

A advogada Gabriella Dias reforça a importância de uma ação rápida e decisiva após a pessoa cair em um golpe digital. "Se você foi vítima de um desses golpes, é fundamental agir com celeridade. Busque imediatamente ajuda do seu banco, faça uma contestação formal da transação e, mais crucial ainda, registre um boletim de ocorrência. Esse documento vai resguardar a vítima de eventuais perdas adicionais no futuro", orienta a especialista. Ela também destaca a relevância do apoio jurídico profissional nesses casos. "O advogado é uma peça-chave nessa atuação, principalmente em situações onde o banco não oferece o suporte necessário ao cliente. É perfeitamente possível buscar a responsabilização do banco por meio de uma ação judicial apropriada", completou Gabriella Dias.

Apesar da alta nos casos, uma pesquisa indica que 49% dos consumidores afirmam desconfiar de contatos suspeitos recebidos por meios digitais. Contudo, a realidade mostra que 28% das vítimas desses golpes não conseguiram recuperar o dinheiro perdido. O impacto desses crimes vai muito além das perdas financeiras diretas. Cerca de 34% das vítimas tiveram seus nomes negativados em órgãos de proteção ao crédito, e uma parcela significativa precisou recorrer à Justiça para tentar resolver a situação, o que acarreta custos adicionais e desgaste emocional.

Medidas de prevenção essenciais

Para a CDL, a prevenção continua sendo a arma mais eficaz contra os golpes digitais. A entidade orienta que os consumidores adotem práticas de segurança robustas, como a utilização de autenticação em duas etapas em aplicativos bancários e o uso de cartões virtuais para compras online. Além disso, é recomendado evitar realizar transações financeiras conectado a redes Wi-Fi públicas, que podem ser inseguras, e desconfiar sempre de mensagens que criam um senso de urgência artificial, pressionando por decisões rápidas. A conscientização e a educação digital são vistas como pilares fundamentais para frear essa onda de crimes cibernéticos que assola Petrópolis e outras regiões do país.

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