Dono da página Choquei é preso em operação da PF por suspeita de lavagem de dinheiro
Dono da Choquei preso em operação da PF por lavagem de dinheiro

Dono da página Choquei é preso em operação da Polícia Federal por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro

Nesta quarta-feira (15), a Polícia Federal efetuou a prisão de Raphael Sousa Oliveira, 31 anos, dono da página Choquei, uma das maiores de entretenimento do Brasil. A detenção ocorreu no âmbito da Operação Narco Fluxo, que expediu 39 mandados de prisão, sendo a de Raphael temporária com prazo inicial de 30 dias. A investigação aponta que ele atuava como operador de mídia para um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro e apostas ilegais, liderado pelo artista MC Ryan SP, que também foi preso.

Papel de Raphael no esquema e alcance das redes sociais

Segundo a Polícia Federal, profissionais do meio musical com milhares de seguidores criaram um sistema complexo para movimentar recursos ilícitos. Raphael, conforme a apuração, teria um papel crucial como operador de mídia, divulgando conteúdos favoráveis a MC Ryan SP, promovendo plataformas de apostas e rifas digitais, e gerenciando a imagem do grupo. A decisão judicial afirma que ele recebia altos valores em troca dessas atividades, embora o montante exato não tenha sido especificado.

A Choquei possui 27,1 milhões de seguidores no Instagram e 9,4 milhões no X, apresentando-se como um meio para fofocas exclusivas sobre celebridades e bastidores do entretenimento. A página pessoal de Raphael tem 1,4 milhão de seguidores no Instagram. Dados da Receita Federal indicam que ele é sócio-administrador de duas empresas ligadas à página, ambas com sede em Goiânia, abertas em 2019 e 2021.

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Estrutura do esquema e medidas judiciais

A atuação atribuída a Raphael não envolvia diretamente a movimentação financeira, mas sim o uso do alcance nas redes sociais como ferramenta para sustentar a estrutura criminosa. A PF destacou que essa estratégia incluía a promoção de conteúdos e tentativas de reduzir impactos negativos das investigações. O grupo teria movimentado valores em escala bilionária, com indícios de ocultação patrimonial e uso de empresas para dar aparência de legalidade aos recursos.

A decisão judicial autorizou medidas como buscas e apreensões, bloqueio de bens e quebra de sigilo de dados telemáticos dos investigados. Dezenas de pessoas físicas e jurídicas são alvo da operação, investigadas por participação em diferentes etapas do esquema, desde a captação até a redistribuição de recursos na economia formal.

A reportagem tentou contato com a defesa de Raphael por email e mensagens enviadas às páginas administradas por ele, mas não obteve resposta na manhã desta quarta-feira. A operação reforça a preocupação com o uso de influência digital em atividades criminosas, destacando a necessidade de maior fiscalização no setor de entretenimento online.

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