SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O celular do cantor d4vd continha uma quantidade significativa de pornografia infantil, de acordo com a promotoria de Los Angeles. A revelação foi feita durante audiência do caso em que ele é acusado de matar uma adolescente de 14 anos.
A acusação foi apresentada em audiência para definir a data da análise inicial das provas do processo. As imagens foram encontradas após mandados de busca no telefone e no iCloud do artista, segundo uma promotora. As informações são do jornal Los Angeles Times.
Defesa pede agilidade
A defesa do cantor solicita que a audiência preliminar comece já na próxima semana. Os advogados sustentam que ele é inocente e querem acelerar o início da fase em que as evidências podem se tornar públicas, o que, segundo o jornal, pode ocorrer a partir de 1º de maio. O juiz marcou uma audiência de acompanhamento para quarta-feira.
d4vd, cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke, compareceu ao tribunal nesta quinta-feira (23) usando uniforme laranja de presidiário. O cantor foi preso na semana passada e responde por homicídio e outros crimes.
Acusações e antecedentes
Ele foi acusado de assassinato, abuso sexual contínuo de uma criança e mutilação de cadáver, e se declarou inocente. A vítima, Celeste Rivas Hernandez, tinha 14 anos e foi dada como desaparecida três vezes em 2024. Ela chegou a ser vista em shows de d4vd nesse período.
A promotoria diz que a adolescente foi vista pela última vez na casa do cantor em 23 de abril de 2025. Os investigadores afirmam que ela teria ameaçado expor crimes atribuídos ao artista e prejudicar sua carreira.
Corpo e autópsia
O corpo foi encontrado em setembro no porta-malas de um Tesla em um pátio de reboque em Hollywood. Um laudo de autópsia divulgado nesta semana aponta que ela morreu após duas facadas, no tórax e no abdômen, e que o corpo foi encontrado desmembrado, com amputação de dois dedos.
Possíveis penas
A acusação inclui circunstâncias especiais que podem agravar a pena. A promotoria alega que o crime teria sido cometido para proteger ganhos financeiros e a carreira do artista, e que a vítima seria testemunha de um crime por ser, segundo os investigadores, vítima de abuso sexual. Se condenado, ele pode receber prisão perpétua sem liberdade condicional ou pena de morte.



