Advogado do dono da página 'Choquei' rebate acusações após prisão pela Polícia Federal
O advogado de defesa do proprietário da página "Choquei", Raphael Sousa Oliveira, preso nesta quarta-feira (15) pela Polícia Federal, afirmou que seu cliente não integra organização criminosa e recebeu valores exclusivamente por serviços de marketing e publicidade. O influenciador digital, de 31 anos, é suspeito de atuar na produção e divulgação de conteúdos favoráveis a três investigados por lavagem de dinheiro e transações ilegais, incluindo o MC Ryan SP, que também foi detido.
Defesa enfatiza legalidade dos serviços prestados
Em nota enviada ao g1, o advogado Pedro Paulo de Medeiros esclareceu que o vínculo de Raphael com os fatos investigados decorre apenas da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital. Segundo a defesa, os valores recebidos referem-se a serviços efetivamente prestados de publicidade e marketing, atividade lícita e regularmente exercida há anos.
O advogado destacou que Raphael não participou de qualquer esquema ilícito e jamais exerceu função diversa da veiculação publicitária contratada. A defesa está adotando as medidas cabíveis e demonstrará, no momento oportuno, que sua atuação sempre se deu dentro dos limites da legalidade.
Decisão judicial aponta suspeitas graves
No entanto, a decisão judicial acessada pelo g1 apresenta acusações mais severas. Além de conteúdos favoráveis, Raphael é suspeito de receber altos valores referentes à promoção de plataformas de apostas ilegais e rifas. O influenciador é apontado na investigação como "operador de mídia da organização", sugerindo um papel ativo nas atividades criminosas.
Raphael Sousa Oliveira prestou depoimento na Polícia Federal em Goiânia, onde a operação foi realizada. A prisão ocorre no contexto de uma investigação mais ampla sobre crimes financeiros e lavagem de dinheiro no ambiente digital.
Contexto da investigação e próximos passos
A prisão do dono da "Choquei" reflete a crescente atenção das autoridades sobre a atuação de influenciadores digitais em esquemas ilícitos. Com milhões de seguidores, páginas como a "Choquei" têm grande poder de alcance, o que pode ser explorado para fins criminosos.
A defesa de Raphael Sousa Oliveira mantém que todas as transações foram legais e relacionadas a serviços de marketing. Enquanto isso, a Polícia Federal continua as investigações para apurar a extensão do envolvimento dos acusados. O caso deve seguir para a Justiça, onde serão apresentadas as provas de ambas as partes.



