Oito cães, sendo sete shih tzus, resgatados em situação de abandono e maus-tratos em Santos
Oito cachorros, incluindo sete da raça shih tzu, foram resgatados de uma residência em Santos, no litoral de São Paulo, após denúncia de abandono e maus-tratos. Os animais foram encontrados em estado sanitário extremamente precário, com sinais evidentes de fome, desidratação, baixo peso e nós nos pelos, que estavam grudados e com presença de bactérias.
Condições insalubres e resgate
A denúncia partiu do Instituto Eliseu, que alertou sobre a situação dos cães em uma casa localizada na Rua Torres Homem. A equipe da Coordenadoria de Vida Animal de Santos (Codevida) realizou o resgate, encontrando a residência repleta de fezes e urina, sem condições mínimas de higiene para o convívio dos animais. Apenum um dos cachorros estava tosado e no peso ideal, enquanto os demais apresentavam graves problemas de saúde.
A Prefeitura de Santos informou que a responsável pelos animais foi identificada. A Seção de Fiscalização da Vida Animal, da Codevida, instaurou processo administrativo e lavrou autos de infração. Além disso, foram registrados boletins de ocorrência pela Guarda Civil Municipal e pela Polícia Militar para as devidas providências legais.
Tratamento físico e emocional
Devido à superlotação do abrigo municipal, a Codevida acolheu uma fêmea de porte médio, de raça não definida, e contou com a parceria do Instituto Eliseu para receber os sete cães de pequeno porte. A presidente do Instituto Eliseu, Leila Abreu, relatou que os animais sangraram bastante durante a tosa, mas o procedimento era necessário para sua recuperação.
"A gente agora quer que eles se sintam seguros, eles têm que se adaptar a viver sem pelo, sem os nós. Eles nunca tinham sentido esse tato, esse contato com a pele, para eles é tudo muito novo", afirmou Leila em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. Os cães estão passando por um tratamento físico e emocional intensivo, incluindo carinho e interação humana para se acostumarem ao contato.
Processo de adoção
Segundo a Prefeitura de Santos, ainda não há previsão para disponibilização dos cachorros para adoção. Todos estão em processo de avaliação clínica, recebendo os tratamentos necessários e sendo acolhidos em ambiente adequado, com atenção especial à recuperação emocional. Leila Abreu explicou que os animais, que estavam sozinhos, precisam se adaptar até mesmo ao contato humano antes de serem considerados para adoção.
"Para eles se acostumarem com esse ambiente de um lar, para depois a gente pensar numa possível adoção", disse. A equipe do Instituto Eliseu está dedicada a fornecer cuidados contínuos, garantindo que os cães recuperem sua saúde e confiança antes de encontrarem novos lares.
