Polícia afirma que retirada de cães do Mercado Livre foi premeditada; buscas continuam
Retirada de cães do Mercado Livre foi premeditada, diz polícia

Polícia Civil confirma ação premeditada no desaparecimento de cães do Mercado Livre

A retirada e o subsequente desaparecimento de cães comunitários que viviam no centro de distribuição do Mercado Livre em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, foram atos premeditados e planejados, conforme afirmou o delegado Guilherme Dias. A investigação aponta que houve um planejamento detalhado para remover os animais, utilizando um veículo alugado especificamente para transportá-los até a zona rural de Campo Largo, onde foram abandonados.

Detalhes da investigação e veículo alugado

"Nós já sabemos o dia exato que os animais foram retirados do local e o veículo que foi utilizado. Um veículo foi alugado pela empresa justamente para promover a remoção destes animais. Nós já ouvimos testemunhas que relataram esse fato, que houve um planejamento para a retirada dos animais", declarou o delegado Guilherme Dias. Segundo as informações apuradas, a ação ocorreu durante a noite e foi executada por pessoas contratadas por colaboradores da empresa.

O Mercado Livre informou que os funcionários envolvidos diretamente na operação já foram desligados da companhia. No entanto, a polícia continua trabalhando para identificar quem deu a ordem para o abandono dos animais. Até o momento, dos cães desaparecidos, apenas dois foram localizados com vida.

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Situação dos animais e busca pelos desaparecidos

Os cães comunitários, que incluíam as irmãs Rajadinha e Cara Preta, além de Lobão e Xuxa, desapareceram no dia 28 de janeiro. Inicialmente, o caso envolvia três animais, mas posteriormente foi confirmado o sumiço de Cara Preta, após denúncia de uma organização não governamental que acompanha as investigações.

Em 17 de fevereiro, Xuxa e Lobão foram encontrados em Campo Largo, a aproximadamente 20 quilômetros do centro de distribuição. Ambos os animais são castrados e possuem microchips de identificação implantados sob a pele, o que facilitou a confirmação de suas identidades. Infelizmente, Rajadinha e Cara Preta continuam desaparecidas, e as buscas por elas seguem em andamento.

Repercussão e posicionamento da empresa

Quando o desaparecimento começou a ganhar destaque nas redes sociais, o Mercado Livre informou que três cães haviam sido deixados na ONG DNA Animal, localizada em Fazenda Rio Grande. Contudo, a ONG rapidamente descobriu que os animais acolhidos não eram os mesmos que viviam no pátio da empresa e que estavam sendo procurados.

Em nota oficial, o Mercado Livre afirmou: "Desde que tomamos conhecimento dos fatos, mobilizamos todos os esforços para concluir a localização de todos os cães e seguimos atuando com equipes especializadas. Seguimos profundamente sensibilizados com o ocorrido e solidários à comunidade de Araucária. Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, com o respeito à proteção dos animais e com a adoção de todas as medidas cabíveis para que situações como essa não voltem a acontecer".

A empresa também confirmou que os dois cães encontrados estão recebendo cuidados em um hospital veterinário de Curitiba e que continua colaborando integralmente com as autoridades, fornecendo informações e imagens do circuito interno de segurança do centro de distribuição.

Como o caso veio à tona

Após a implantação do Centro de Distribuição do Mercado Livre em Araucária, alguns cães passaram a viver no local, sendo mantidos pelos funcionários, que frequentemente registravam momentos do cotidiano com os animais. Na madrugada do dia 28 de janeiro, câmeras de segurança capturaram a entrada de um furgão branco na área restrita da empresa.

Nas imagens, é possível observar os cães deitados, o veículo estacionando e, em seguida, um homem usando colete da empresa se aproximando. Os animais vão até ele e são conduzidos para dentro do furgão, com exceção de um chamado Branquinho. Por volta das 1h40, o mesmo veículo aparece transitando pelo bairro Botiatuva, em Campo Largo, retornando dois minutos depois. A investigação acredita que foi nesse intervalo que os cães foram abandonados.

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No dia seguinte, funcionários notaram a ausência dos animais e, sem obter respostas satisfatórias sobre seu paradeiro, decidiram acionar a Polícia Civil, dando início às investigações que agora apontam para uma ação premeditada.