Pai e filho são presos novamente por receptação de 94 bovinos furtados em MS
Pai e filho presos novamente por receptação de gado furtado em MS

Dupla é detida novamente em operação contra receptação de gado em Mato Grosso do Sul

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu, no último sábado (7), um pai de 60 anos e seu filho de 34 anos, suspeitos de integrar um esquema organizado de furto e receptação de gado na região de Nova Andradina. Esta foi a segunda prisão da dupla em menos de uma semana, conforme informações repassadas ao g1 pelo delegado responsável, Caio Bicalho.

Esquema envolvia adulteração de marcas para ocultar origem dos animais

De acordo com as investigações, os dois homens receberam aproximadamente 94 bovinos furtados de propriedades rurais da região, em um crime conhecido como abigeato – termo que designa o furto de animais, especialmente bovinos, em áreas rurais. A Justiça aceitou o pedido de prisão preventiva dos suspeitos, que respondem pelos crimes de receptação de animais e posse de arma de fogo de uso permitido.

Além deles, outros dois homens, com idades de 43 e 50 anos, foram identificados como responsáveis pelos furtos iniciais. Eles respondem ao processo em liberdade, acusados de abigeato. A investigação aponta que cada um teria furtado animais de fazendas diferentes para entregar ao pai e ao filho, sem que houvesse ligação direta entre os ladrões.

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Histórico de prisões e soltura com tornozeleira eletrônica

Esta não foi a primeira vez que a dupla foi detida. Eles já haviam sido presos em flagrante no dia 5 de março, quando policiais realizaram buscas na zona rural do município e encontraram bovinos furtados em uma propriedade ligada aos suspeitos. No entanto, no dia seguinte, o juiz responsável pelo caso decidiu soltá-los, impondo condições como o uso de tornozeleira eletrônica.

A nova prisão ocorreu durante uma operação da Seção de Investigações Gerais (SIG), com apoio de fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), no Assentamento Teijin. Os agentes encontraram os suspeitos escondendo animais furtados em uma área rural vinculada à família, onde foram identificadas irregularidades nas marcas dos bovinos – algumas estavam alteradas ou sobrepostas a outras, prática comum para dificultar a rastreabilidade da origem do gado.

Modus operandi incluía recrutamento de funcionários de fazendas

Segundo a polícia, o esquema funcionava de maneira organizada. Os investigados procuravam funcionários de fazendas da região e os convenciam a furtar animais diretamente dos rebanhos. Após a separação do gado, os bovinos eram transportados em caminhões para terrenos no Assentamento Teijin.

No local, as marcas originais dos animais eram apagadas mediante a aplicação de uma marca não registrada na Iagro. Em seguida, os bovinos recebiam uma nova marca, associada à família dos suspeitos, com o objetivo de dificultar a identificação da procedência do gado. A Polícia Civil ressaltou que as investigações continuam e que outros animais furtados já foram recuperados, indicando que os dois já eram investigados em casos semelhantes anteriormente.

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