Pai e filho são presos novamente por receptação de gado roubado em MS
Pai e filho presos novamente por receptação de gado em MS

Pai e filho são presos novamente por receptação de gado roubado em MS

A Polícia Civil prendeu novamente, neste sábado (7), dois homens, pai e filho, com idades de 60 e 34 anos, suspeitos de integrar um esquema organizado de furto e compra de gado roubado em Nova Andradina, no Mato Grosso do Sul. De acordo com as investigações, os indivíduos podem ter recebido mais de 70 bovinos furtados de propriedades rurais da região, em um crime conhecido como abigeato, que consiste no furto de animais em áreas rurais.

Histórico de prisões e liberação condicional

Os dois suspeitos já haviam sido presos em flagrante no dia 5 de março, quando policiais realizaram buscas na zona rural do município e encontraram bovinos furtados em uma propriedade ligada a eles. No entanto, no dia seguinte, 6 de março, o juiz responsável pelo caso decidiu soltá-los, impondo condições como o uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento.

No sábado (7), agentes da Seção de Investigações Gerais (SIG) retornaram à região do Assentamento Teijin, com o apoio de fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). Durante a fiscalização, os dois foram presos novamente em flagrante, após serem flagrados escondendo animais furtados em uma área rural vinculada à família.

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Práticas para dificultar identificação

Durante a vistoria nas propriedades, os agentes identificaram problemas nas marcas dos bovinos, com algumas alteradas ou marcadas por cima de outras. Essa prática é utilizada para dificultar a identificação da origem dos animais e ocultar que foram furtados, conforme explicou a polícia.

Modus operandi do esquema

Segundo a investigação, os suspeitos faziam parte de um esquema organizado que envolvia a contratação de funcionários de fazendas da região, convencendo-os a furtar animais diretamente dos rebanhos. Após a separação do gado, os homens transportavam os bovinos em caminhões para terrenos no Assentamento Teijin.

No local, as marcas originais dos animais eram apagadas com a aplicação de uma marca não registrada na Iagro. Em seguida, os bovinos recebiam uma nova marca, associada à família dos suspeitos, com o objetivo de dificultar que a polícia descobrisse a verdadeira procedência do gado.

Investigações em andamento

A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com outros animais furtados já tendo sido recuperados. Os dois suspeitos já eram investigados em casos semelhantes anteriormente e seguem detidos na delegacia, à disposição da Justiça.

O caso destaca a persistência de crimes de abigeato na região, exigindo ações coordenadas entre polícia e órgãos de defesa sanitária para combater essa prática ilegal que afeta produtores rurais.

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