Um ato de crueldade contra um gato de rua, seguido por uma reação imediata de defesa, comoveu moradores e tomou as redes sociais no município de Capitão Poço, no nordeste do Pará. O caso, registrado no último sábado (10), mostra a importância da vigilância e da denúncia contra os maus-tratos.
Reação imediata em defesa do felino
As imagens de uma câmera de segurança, que viralizaram, capturaram o momento em que um homem se aproxima de um gato que estava deitado na calçada, na Avenida Fernando Guilhon, no bairro Coutilândia. Sem qualquer motivo aparente, o indivíduo desfere um chute forte contra o animal indefeso.
A cena foi testemunhada por Jaqueline Silva Sales, de 37 anos, que não pensou duas vezes. Saindo de um mercado do qual sua mãe é proprietária, ela correu em direção ao agressor para intervir. "Na hora não pensei em nada, só fiquei furiosa, pois o gatinho não estava fazendo nada para ele", relatou Jaqueline. "Não pensei em nada, apenas em defender o gato", completou.
O gato Tico e o cuidado com os animais de rua
O felino agredido já era conhecido e cuidado por Jaqueline. Ela explicou que o animal havia sido abandonado e apresentava feridas no pescoço, recebendo seus cuidados. "Eu cuido de vários gatos de rua", afirmou a mulher, destacando seu compromisso com a proteção animal.
Felizmente, o chute não causou ferimentos graves no gato. Após o incidente, a família de Jaqueline decidiu adotá-lo formalmente, dando-lhe o nome de Tico. O animal agora tem um lar seguro, longe dos perigos das ruas.
Investigação policial e consequências legais
A Polícia Civil do Pará confirmou que a Delegacia de Capitão Poço abriu investigação para apurar o caso. Os agentes trabalham para identificar e localizar o suspeito, que responderá criminalmente pelos maus-tratos.
Pela legislação brasileira, agredir animais é crime, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). A pena pode variar de três meses a um ano de detenção, além de multa, sendo aumentada se o crime resultar na morte do animal.
As autoridades reforçam o canal de denúncias. Qualquer informação que possa auxiliar na identificação do agressor pode ser repassada de forma anônima e gratuita pelo Disque-Denúncia, no número 181. O sigilo do denunciante é garantido.
O caso em Capitão Poço serve como um alerta sobre a necessidade de combater a violência contra os animais e de valorizar gestos de compaixão, como o de Jaqueline, que colocou o bem-estar de um ser vivo acima de tudo.