Tragédia animal em Belém: gatos sofrem maus-tratos após morte de protetora
Uma situação de extrema vulnerabilidade e crueldade vem mobilizando a comunidade do bairro do Marco, em Belém. Dois gatos, que integravam um grupo de aproximadamente 40 felinos, foram vítimas fatais de maus-tratos após o falecimento de sua tutora, Ana Cristina Matos, há menos de um mês. Os episódios de violência, que ocorreram nos últimos dias, deixaram familiares, vizinhos e protetores animais em estado de alerta e profunda tristeza.
Detalhes chocantes dos crimes e a resposta das autoridades
O médico veterinário Luís Arthur Almeida, que acompanha os animais, relatou os terríveis acontecimentos. “O animal espumava pela boca e logo depois veio a falecer. E no dia seguinte a gente percebeu que tinha outro gato com condições parecidas, mas, quando levamos ao hospital veterinário, vimos que tinha sido um traumatismo no crânio”, descreveu o profissional, evidenciando a brutalidade dos atos.
A Polícia Civil foi acionada e compareceu ao local para realizar o levantamento de informações e ouvir testemunhas. Os casos foram formalmente denunciados à Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (Demapa) e agora estão sob investigação policial, na esperança de identificar e responsabilizar os autores desses crimes contra a vida animal.
A mobilização por novos lares: uma corrida contra o tempo
Ana Cristina Matos, de 48 anos, vítima de câncer em fevereiro, havia transformado sua residência em um verdadeiro santuário para animais resgatados. “Ela fazia da casa dela uma espécie de abrigo, porque resgatava, cuidava e, quando havia interessados, doava”, contou sua sobrinha, Maria Luiza Matos, advogada que agora coordena uma intensa campanha de adoção responsável.
Diante da tragédia e do risco iminente para os demais animais, familiares, vizinhos e coletivos de proteção animal se uniram em uma força-tarefa. “Um lar pra eles é o ideal, uma família pra eles é o ideal. A gente faz essa campanha e cuida dentro das nossas possibilidades, mas é muito necessário que eles sejam adotados pra um lugar de acolhimento e amor”, apela Maria Luiza.
Até o momento, 13 gatos já conseguiram novos tutores, mas a situação ainda é crítica: pelo menos 25 felinos continuam aguardando uma chance de recomeço em um ambiente seguro e afetuoso. Enquanto isso, Maria Luiza e o veterinário Luís Arthur Almeida assumem a rotina de alimentação, limpeza e cuidados básicos, garantindo a sobrevivência dos animais restantes.
Como ajudar e participar desta causa
Para quem deseja adotar um dos gatos ou contribuir de alguma forma, os contatos são:
- Redes sociais de Maria Luiza Matos ou do veterinário Luís Arthur Almeida.
- Telefone direto: (98) 226-9922.
Os voluntários reforçam que o objetivo primordial é assegurar que cada felino encontre um lar permanente, onde receba o carinho e a proteção que merecem. A história, que começou com a perda de uma protetora dedicada e se agravou com atos de crueldade, agora depende da solidariedade da comunidade para escrever um final feliz para esses animais.



