Suspeito de matar pit bull com fio de carregador é preso em Rio Preto
Homem é preso por maus-tratos que levaram pit bull à morte

A Polícia Militar de São José do Rio Preto prendeu, na manhã de domingo (11), um homem de 21 anos suspeito de cometer maus-tratos que resultaram na morte de um cachorro da raça pit bull. O animal foi encontrado na terça-feira (6), amarrado a um muro com um fio de carregador de celular e deixado sob sol intenso no bairro São Thomaz.

Detalhes da prisão e confissão

Segundo a PM, a prisão ocorreu durante um patrulhamento na região da Represa Municipal. Os policiais avistaram um jovem com as mesmas características do suspeito, que havia sido identificado previamente por meio de imagens de câmeras de segurança. O homem confessou a autoria do ato, mas apresentou uma justificativa. Ele afirmou que não tinha a intenção de matar o cachorro, e sim retirá-lo da rua onde mora, pois o pit bull estaria brigando com seus próprios cães.

A tragédia do animal e a investigação

O caso veio à tona após uma denúncia anônima feita pelas redes sociais. Uma equipe da Secretaria de Bem-Estar Animal foi acionada e encontrou o cão em situação crítica, sem água e comida, e com ferimentos. O pit bull foi levado para atendimento emergencial em um hospital veterinário, mas não resistiu e morreu no mesmo dia.

A secretária de Bem-Estar Animal, Amália Paci, forneceu mais informações sobre a vítima. O cachorro tinha dono e teria fugido no dia 31 de dezembro, assustado com os fogos de artifício do Ano Novo. O tutor reconheceu o animal e informou que ele fazia parte da família havia cerca de oito anos. O exame necroscópico confirmou que a causa da morte foi hipertermia, ou seja, superaquecimento, devido à exposição ao sol.

Identificação e antecedentes do acusado

O suspeito foi identificado na quarta-feira (7), a partir de vídeos de uma câmera de segurança obtidos com ajuda da Guarda Civil Municipal. As imagens são claras: mostram o homem caminhando pela rua com o animal preso pelo pescoço com o fio, às 9h10 da terça-feira. Aproximadamente oito minutos depois, às 9h18, ele é visto retornando ao local sem o cão.

O jovem possui antecedentes criminais, incluindo uma passagem pelo crime de tráfico de drogas. De acordo com a Secretaria de Bem-Estar Animal, sua saída da cadeia estava prevista para setembro de 2025. Após a prisão de domingo, ele foi conduzido à Central de Flagrantes.

Consequências legais

O homem vai responder por crime ambiental de maus-tratos a animais. A pena para esse tipo de delito varia de 2 a 5 anos de reclusão. Um boletim de ocorrência já havia sido registrado inicialmente sob a qualificação de maus-tratos.

O caso, que comoveu a população local, serve como um alerta para a gravidade dos crimes contra animais e a eficácia da colaboração entre forças de segurança, órgãos municipais e a sociedade, por meio de denúncias, para a identificação e responsabilização dos autores.