Cadela American Bully é baleada por guarda municipal em Cubatão; caso gera revolta
Uma cadela da raça American Bully, chamada Atena, foi baleada por um agente da Guarda Civil Municipal (GCM) no bairro Vale Verde, em Cubatão, São Paulo. O incidente ocorreu no sábado, 7 de setembro, por volta das 18h30, e deixou a comunidade local indignada com a atitude do guarda.
Fuga e disparo
Segundo a tutora do animal, Lavínia Fernandes, de 19 anos, Atena escapou de casa quando ela abriu o portão para sair com sua motocicleta. A cadela se aproximou de um pedestre que carregava um guarda-chuva, o qual, assustado, usou o objeto para afastá-la. Lavínia relata que Atena não apresentou comportamento agressivo e, ao passar pelo guarda municipal, foi atingida por um tiro na pata dianteira.
"Atena é dócil e brincalhão, apesar do porte imponente. Ela não teve nenhuma interação com o guarda e, mesmo assim, foi baleada", afirmou a jovem, que registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Sede de Cubatão.
Internação e cuidados veterinários
Após o disparo, Atena foi rapidamente levada a um hospital veterinário, onde permanece internada para cirurgia. Apesar do ferimento, o animal está estável, mas a recuperação exigirá cuidados prolongados. A tutora expressou preocupação com o bem-estar da cadela e busca justiça pelo ocorrido.
Reação da comunidade e versão do guarda
Conforme o boletim de ocorrência obtido, a GCM foi acionada após o tiro, e agentes encontraram moradores reunidos em volta do guarda que efetuou o disparo. As pessoas questionavam veementemente a atitude do homem, demonstrando revolta com a situação.
Em depoimento na delegacia, o guarda responsável pelo disparo contou uma versão diferente dos fatos. Ele afirmou que estava comprando pão quando ouviu gritos e saiu da padaria para verificar. Segundo ele, viu um homem com um guarda-chuva sendo supostamente atacado por dois cães, incluindo Atena, e se aproximou para ajudar. O guarda relatou que, enquanto tentava conter a situação, um dos cachorros foi em sua direção, momento em que efetuou o disparo em legítima defesa.
Investigação e apreensão
A arma utilizada pelo agente foi apreendida e encaminhada para perícia, a fim de esclarecer os detalhes do caso. O homem que supostamente teria sofrido o ataque dos cães não foi encontrado pelas autoridades, o que complica a investigação. O caso foi registrado inicialmente como legítima defesa, mas segue sob análise para determinar a responsabilidade do guarda.
Este incidente levanta questões importantes sobre o uso da força por agentes públicos e a proteção aos animais, especialmente em situações onde a ameaça pode não ser clara. A comunidade de Cubatão aguarda respostas e medidas que evitem futuros episódios semelhantes.