Homem mata cachorro da ex em Leme (SP) e leva corpo ao veterinário após espancamento
Cachorro morto por ex-companheiro em Leme (SP) após agressões brutais

Cachorro yorkshire é espancado até a morte por ex-companheiro da tutora em Leme

Um caso de extrema violência chocou a cidade de Leme, no interior de São Paulo, quando um homem de 22 anos espancou brutalmente até a morte Billi, um cachorro da raça yorkshire de apenas cinco meses de idade. O animal pertencia à ex-esposa do suspeito, que após cometer o crime, levou o corpo do cão a uma clínica veterinária, conforme relatado pelo advogado da mulher.

Laudo necroscópico confirma politraumatismo e hemorragia interna

O resultado do laudo necroscópico realizado no animal indicou que a morte foi causada por politraumatismo e hemorragia interna, resultado de chutes e socos desferidos pelo agressor. As imagens de câmeras de segurança instaladas na residência flagraram o momento da agressão, mostrando o homem com o cachorro no colo e posteriormente levando-o ao banheiro, onde permaneceu por aproximadamente uma hora e meia.

De acordo com o advogado da tutora, Leandro Corbi, o suspeito agiu propositalmente para acionar o sistema de monitoramento da casa, que envia imagens em tempo real para o celular da mulher. "Ele começou a se movimentar pela casa para fazer com que as imagens chegassem até ela. Em alguns momentos, ele chega a olhar diretamente para a câmera e a falar, demonstrando que sabia que estava sendo observado", explicou o advogado.

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Homem foi preso em flagrante, mas solto após audiência de custódia

O agressor foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal de Leme, mas obteve liberdade após audiência de custódia, sob alegação de falta de provas concretas de violência contra o animal naquele momento, já que o laudo necroscópico ainda não estava pronto. Durante a prisão, o homem fez declarações chocantes aos agentes, afirmando que "queria mesmo era matar um ser humano".

O caso foi registrado como violência doméstica, ameaça e maus-tratos a animais. A tutora do cachorro, uma jovem de 25 anos, recebeu medida protetiva e está afastada do trabalho, segundo seu advogado. "Ela está extremamente depressiva, e depois que entendeu o que aconteceu, que o cachorro salvou a vida dela, ficou em choque. Toda vez que toca no assunto, chora muito", relatou Leandro Corbi.

Defesa alega que morte do animal foi acidente

O advogado de defesa do suspeito, Arnaldo Camillo Junior, apresentou versão completamente diferente dos fatos. Segundo ele, a morte do cachorro foi um acidente e seu cliente é inocente. "A defesa sustenta sua inocência e se houve algum tipo de responsabilidade, somente o curso do devido processo legal, observado o princípio do contraditório e do amplo direito de defesa, que será possível, ouvindo testemunhas, dentre outras ações é que se poderá chegar a verdade dos fatos", afirmou o defensor.

Camillo Junior alega que o homem tentou socorrer o animal ao perceber que ele estava com dificuldade para respirar e, quando viu que o cachorro não reagia, procurou ajuda veterinária. O advogado também nega que seu cliente tenha feito ameaças contra a ex-companheira.

Relação conturbada e ameaças de morte

O advogado da tutora revelou que o ex-casal vivia juntos há um ano e meio e a relação era marcada por discussões constantes. No dia do crime, as discussões começaram pela manhã e, quando a mulher não retornou para casa no horário do almoço como de costume, começou a receber notificações do sistema de segurança.

"É nítida a possibilidade dela ter sido morta se ela tivesse voltado para lá", alertou Leandro Corbi, destacando que o homem aparentava estar transtornado durante o ataque ao animal. A mulher relatou à polícia que foi ameaçada pelo ex-companheiro, que teria dito que, após o cachorro, ela seria a próxima vítima.

Pedido de prisão preventiva e andamento do caso

O advogado da vítima já protocolou pedido de prisão preventiva do agressor, argumentando que há risco concreto à integridade física da mulher. As gravações das câmeras de segurança estão sob custódia da Polícia Civil e serão analisadas como prova no processo.

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Enquanto a defesa insiste na inocência do cliente e na versão do acidente, a promotoria e a polícia trabalham com a hipótese de crime premeditado com intenção de atingir psicologicamente a ex-companheira. O caso continua sob investigação e deve seguir para o Judiciário para análise completa das provas e depoimentos.