Autor de ataque em creche de Blumenau recebe nova condenação por maus-tratos a animais
O homem que cumpre 220 anos de prisão pelo ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC), em 2023, foi condenado por mais um crime: maus-tratos a animais. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou nesta terça-feira (31) que ele deverá cumprir mais três anos de prisão em regime inicial fechado, além de pagar multa e indenização à tutora do animal.
Detalhes do crime contra animal
O crime de maus-tratos ocorreu em 3 de dezembro de 2022, aproximadamente quatro meses antes do ataque à creche. Conforme as investigações do MPSC, o réu se dirigiu à casa da vítima e, após chamar o cão até o portão, desferiu um golpe de faca no pescoço do animal. A motivação teria sido vingança contra familiares com quem mantinha desavenças.
A agressão causou uma lesão profunda que deixou o animal agonizando por horas. O cão só não morreu porque foi socorrido rapidamente e recebeu atendimento veterinário imediato. Para confirmar a autoria e a materialidade do crime, a investigação reuniu diferentes provas, incluindo:
- Depoimentos de testemunhas
- Imagens de câmeras de segurança
- Laudos técnicos e periciais
Ficou comprovado que a conduta foi praticada de forma intencional, durante a madrugada e sem qualquer justificativa aparente.
Penas adicionais e recursos
Além da pena de prisão de três anos, o condenado deverá pagar multa e indenizar a tutora do animal em R$ 712 por danos materiais, referentes aos custos veterinários, e em R$ 5 mil por danos morais. A decisão judicial ainda cabe recurso, mas representa mais uma condenação na extensa lista de crimes atribuídos ao réu.
Contexto do ataque à creche
O ataque à creche Cantinho Bom Pastor aconteceu em 5 de abril de 2023, quando o homem, então com 25 anos, pulou o muro da instituição e iniciou um ataque violento contra crianças com uma machadinha. As vítimas foram atingidas na região da cabeça, resultando em:
- Quatro crianças mortas (com idades entre 4 e 7 anos)
- Cinco crianças feridas
As vítimas fatais foram identificadas como Bernardo Cunha Machado (5 anos), Bernardo Pabst da Cunha (4 anos), Larissa Maia Toldo (7 anos) e Enzo Marchesin Barbosa (4 anos). O homem se entregou à polícia após o ataque e está preso desde então, acumulando agora múltiplas condenações por crimes graves contra pessoas e animais.



